O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 14/10/2019
A primeira vacina de que se tem conhecimento foi realizada pelo médico britânico Edward Jenner, no século XVIII, contra a varíola. Desde então, houve diversos avanços neste âmbito, entre eles, o aumento do número de vacinas, principalmente no Brasil. No entanto, se tornou preocupante o reaparecimento de doenças consideradas erradicadas. Desse modo, é premente analisar os principais motivos dessa problemática: o movimento antivacina e o desmatamento.
Em primeira análise, é importante ressaltar o crescimento do movimento de não imunização e seus efeitos para a população brasileira. Nesse sentido, as pessoas deixam de se prevenir contra doenças por razões complexas, como por exemplo, a falta de confiança e complacência nesse meio. Segundo dados do Programa Nacional de Imunização, nos últimos dois anos, a meta de ter 95% da população-alvo vacinada não foi atingida, a Tetra Viral, por exemplo, deixou de atender 30% da população, em 2017. Dessa forma, evidencia-se que os movimentos antivacina são tão perigosos quanto os vírus, pois ameaçam reverter o progresso alcançados no combate de doenças.
Ademais, o aumento dos casos de desmatamento no Brasil propicia a maior incidência de doenças, principalmente tropicais, no país. Isso porque os transmissores, que anteriormente estavam no interior da mata, passam a buscar outros ambientes para sobreviver, se abrigar e conseguir alimento, assim, levam com eles alguns vírus ou outros organismos patogênicos. De acordo com a Revista Fapesp, para cada 1% de floresta derrubada por ano há um acréscimo de 23% de casos de malária, na Amazônia. Torna-se claro então, que o ser humano exerce uma grande influência no meio pela retirada da área vegetal, o que gera consequências negativas, como doenças.
Por tanto, o reaparecimento de doenças é um complexo desafio hodierno e precisa ser combatido. Dessarte, a mídia - televisão, internet, rádio - deve promover campanhas a fim de deixar clara a impotância da vacinação, de forma esclarecedora, para que as pessoas voltem e persistam na imunização. Em paralelo, o IBAMA, deve se atentar e ser mais rígido quanto a prevenção do desmatamento, tornando eficaz as leis já existentes, com cobrança de multas mais severas. Desse modo, atenuará a emersão de moléstia no Brasil.