O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 16/10/2019

Considerada uma das maiores pandemias da história humana, a Peste negra foi a doença responsável por assolar grande parte da Europa no século XIV. Hodiernamente, com o avanço da medicina, essa e outras doenças podem ser tratadas de forma eficaz, fazendo uso de artifícios como vacinas e soros. Entretanto, algumas doenças consideradas erradicadas voltaram a atuar no Brasil. Isso ocorre principalmente pela ação de grupos antivacina, e a falta de informação da população.

Primeiramente, é importante lembrar que, um estudo feito pelo médico e pesquisador Andrew Wakefield, em 1998, associou os componentes da vacina tríplice viral aos casos de autismo no Reino Unido. Apesar de hoje ser desconsiderada pela comunidade científica inglesa, a pesquisa continua servindo de base para organizações antivacina, que, utilizando notícias falsas, continuam propagando a pesquisa de Wakefield como se fosse atual. Dessa forma, esses agrupamentos conseguem difundir suas ideias por redes sociais, pondo em risco a própria saúde e de outras pessoas.

Além disso, é importante salientar que a desinformação é o principal contribuinte para a volta de doenças erradicadas ao cenário brasileiro. Nesse sentido, crenças populares - como a de que não é preciso se vacinar contra chagas que já não estão presentes em grandes números - facilitaram a volta de tais patologias ao panorama nacional. Um exemplo disso é o caso do sarampo que, em 2018, registrou mais de mil casos no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde.

Em suma, é evidente a necessidade da adoção de medidas capazes de combater a propagação de ideias antivacina, levando informação à população. Para isso, é necessário que o Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação, promovam palestras nas escolas em todo o país, lideradas por profissionais da saúde, com o objetivo de levar conhecimento acerca da importância das vacinas, além de atingir os jovens estudantes nessas instituições, evitando que sejam manipulados no futuro.