O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 26/09/2019

A pandemia Peste Bubônica, popularmente chamada de Peste Negra, foi levada com as caravelas asiáticas para a Europa, na Baixa Idade Média. A consequência disso foi a morte de cerca de um terço de toda a população europeia. Hodiernamente, há a cura para essa doença e muitas outras, graças à diversas pesquisas, com vacinação para todas as idades. Entretanto, muitas enfermidades já curadas e erradicadas estão retornando, após anos ausentes, por causa da disseminação de movimentos antivacinas e da globalização.

A priori, é importante salientar o impacto das Fake News e o movimento antivacina. No início de 2019, houve um surto de sarampo em um bairro de judeus, na cidade de Nova York, no qual uma criança que visitou Israel voltou contaminada e dissipou esse vírus. Ademais, grupos dentro da comunidade ultraortodoxa espalharam panfletos condenando a vacinação. Tal ato faz com que mais pessoas fiquem infectadas e que doenças já erradicadas retornem nas cidades, já que a imunização é o único meio de evitar que recomecem epidemias.

Outrossim, vale ressaltar que a globalização auxilia no transporte de agentes patogênicos pelo mundo. Em 1500, quando os colonizadores chegaram ao Brasil, trouxeram doenças, como a varíola, que mataram diversos nativos. Isso porque o mundo globalizado permite o contato de pessoas distantes, algo positivo, mas que também pode ser maléfico, já que propicia que uma doença seja levada de um extremo a outro. Um exemplo disso é o surto supracitado no bairro de Nova York, no qual o vírus foi trazido de outro continente.

Diante os fatos mencionados, é indubitável a necessidade de mudanças. Cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com a mídia, divulgar fatos científicos que comprovem a necessidade da vacinação e os danos que sua falta pode causar, por meio de anúncios publicitários e panfletos, a fim de conter o movimento antivacinas. Além disso, cabe ao Poder Legislativo criar leis e multas mais rígidas para os indivíduos que se recusam a vacinar, e ao Poder Executivo aumentar a fiscalização sobre pais que deixam de imunizar seus filhos, a fim de evitar que doenças se espalhem para outros países. Somente assim, casos como o de Nova York são evitados.