O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 29/09/2019

Com a conquista das terras brasileiras em 1500, os portugueses não só ocuparam o território como também proporcionaram a morte de milhares de indígenas por meio das doenças trazidas da Europa. Atualmente, a globalização e o maior fluxo de migrações são fatores que propiciam o ressurgimento de enfermidades, até então, erradicadas. Entretanto, diferente da situação dos índios da era pré-colonial, no século XXI, são conhecidas diversas formas de prevenção, sendo a principal delas a vacina. Portanto, pode-se inferir que a falta de informação, por parte da população, ainda é um obstáculo para o enfrentamento de doenças reincidentes.

Em 2014 ocorreu, no Brasil, a Copa do Mundo, esse, por ser um evento mundial, trouxe ao país um enorme fluxo de turistas de diversas partes do mundo. Juntamente com eles, epidemias também foram introduzidas no território nacional. Entre elas, se destacam as viroses transmitidas pelo mosquito “Aedes aegypti”, que causaram um surto em todo local, lotando hospitais e postos de saúde. Tal fato denota a falta de preparo para lidar com doenças transmitidas por vetores nos estados brasileiros, principalmente a dengue, que se desenvolve em água parada. Pois, mesmo após o período de sua erradicação, uma enfermidade de mesma natureza ainda é capaz de se desenvolver no país.

Concomitante a isso, se destaca a falta de informação por parte da população que, aparentemente, desconhecem as formas de prevenção para tais doenças. Como exemplo, pode-se citar os atuais surtos de febre amarela, que ocorreram no Sul e no Sudeste brasileiro. Ela, podendo ser prevenida por meio da vacinação, foi, entretanto, negligenciada por boa parte das pessoas, que acreditavam, erroneamente, que os macacos silvestres eram os transmissores da virose. Por esse pressuposto centenas deles foram mortos ou machucados.

Em suma, para reverter tal impasse, será de responsabilidade do Ministério da Saúde, desenvolver projetos publicitários que contenham as principais vacinas que devem ser tomadas e também as formas de prevenção para os diversos antígenos. Esses devem direcionados para toda população, por meio de propagandas na TV aberta e em estações de rádios, visando manter a sociedade conscientizada sobre os mecanismos de controle de doenças. Dessa forma, será possível combatê-las, tornando a informação uma arma para proteger  a saúde pública.