O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 06/10/2019

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948 pela Organização das Nações Unidas (ONU), garante a todos os indivíduos o direito à saúde. Não obstante, o retorno de doenças já erradicadas, consequência da queda no número de vacinas e da desinformação, tem causado preocupação. Nessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.

Em primeiro plano, urge analisar o declínio da imunização no país. Nesse contexto, no início do século XVI, durante o processo de colonização, muitos indígenas morreram vítimas de doenças trazidas pelos europeus. Hodiernamente, observa-se que há prevenção, porém existe receio de alguns pais em relação a vacinação dos filhos por medo de efeitos adversos. Nesse âmbito, sabe-se, também, que o surgimento do movimento anti-vacinação impulsiona e contribui para o reaparecimento de determinadas doenças.

Outrossim, a falta de informação e esclarecimento da população atua como agravante do problema. Segundo o filósofo prussiano Immanuel Kant: “o ser humano não é nada além daquilo que a educação faz dele”. Nesse viés, torna-se evidente que o retorno de algumas doenças está diretamente ligado à ignorância de parcela da população, que opta por não vacinar e coloca em risco a saúde de outras pessoas, havendo risco de causar epidemias.

Em suma, dado o exposto, medidas devem ser tomadas para combater o impasse. Desse modo, cabe ao Ministério da Saúde - órgão responsável pela manutenção da saúde pública do país - invista em campanhas informativas, por meio de visitação às moradias por enfermeiros, a fim de orientar sobre a importância de vacinar. Ademais, as escolas devem promover debates sobre prevenção de doenças, por meio de palestras com agentes de saúde, para incentivar a imunização e esclarecer o assunto. Dessa forma, garantir-se-á o direito assegurado pela ONU.