O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 03/10/2019
No período da colonização brasileira, no ano de 1500, quando os portugueses chegaram ao território brasileiro tiveram contato com a população indígena, contaminando os nativos com inúmeras doenças. Nessa época, devido a esse contato, vários indígenas morreram infectados por doenças comuns a Europa e desconhecidas para os autóctones. Hodiernamente, o reaparecimento de doenças erradicadas se configura como uma problemática brasileira, sendo motivado por falhas educacionais e pela negligência governamental em alertar a população sobre as vacinas.
A princípio, é fundamental analisar em que medida o descaso com a educação potencializa o reaparecimento dessas doenças. Nesse prisma, segundo o filósofo e pedagogo brasileiro Paulo Freire, a educação tem como papel formar um ser social crítico, capaz de analisar e tomar suas próprias decisões pensando no coletivo. No entanto, o movimento antivacina que ainda não tem bases científicas, vem crescendo em todo o mundo, deixando milhares de pessoas expostas a doenças e possibilitando que patologias consideradas extintas voltem a aparecer. Dessa forma, pessoas carentes de educação e com baixa capacidade crítica acabam aderindo ao movimento e prejudicando o corpo social.
Ademais, ainda é imprescindível ressaltar a negligência governamental em motivar a população a se vacinar. Nesse viés, de acordo com o sociólogo Pierre Bourdieu, a mudança nos hábitos diários é capaz de modificar atos sociais que perduram ao longo de décadas. Tangente a isso, é indispensável medidas governamentais que alertam a população sobre as datas e os motivos da vacinação, rompendo, assim, com os paradigmas e tabus existentes acerca dessa profilaxia. Atrelado a isso, é cabível que a população se atente ao cartão de vacina, comparecendo nas datas corretas e com isso fazendo a manutenção desse hábito construtivo.
Infere-se, portanto, que o reaparecimento de doenças erradicadas é um problema hodierno do brasil, sendo importante medidas de intervenção. Dessa maneira, urge que o Ministério da Educação e Cultura (MEC), rompa com os paradigmas acerca da vacinação, por meio de palestras mensais ministradas por profissionais da saúde, para com isso diminuir o número de pessoas expostas às doenças. Concomitantemente, cabe ao Governo Federal investir em propagandas que esclareçam para a população suas dúvidas sobre a vacina, assim, rompendo com os tabus existentes. Só assim, o marco histórico ocorrido na colonização não voltara a acontecer.