O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 03/10/2019
Belle Époque é o termo usado para se referir aos 40 anos antecedentes à primeira guerra mundial, neste período a humanidade obteve diversos avanços, inclusive nas ciências, com a ascensão da microbiologia, o que permitiu que doenças antes fatais fossem tratadas e prevenidas. Atualmente no Brasil, porém, apesar dos feitos desta época e os dos realizados nestes 100 anos, doenças já erradicadas estão reaparecendo, isto por conta do descuido da população quanto à realização de ações preventivas e problemas ambientais que são prejudiciais ao equilíbrio biótico, favorecendo o aparecimento de epidemias. Desta maneira, o governo deve tomar atitudes para eliminar esta situação.
Em primeira análise, a maior parte das doenças que estão emergindo novamente são aquelas para as quais já se tem ou se conhece métodos de prevenção, exemplos disso são a epidemia de sarampo enfrentada por São Paulo e a crescente taxa de jovens com DST’s. Em ambos os casos já se têm e são disponibilizados pelo Ministério da Saúde formas de profilaxia, porém, há pela população um certo descuido e em algumas situações informações suficientes para que este indivíduo tenha plena noção do quão importante é se ter atitudes preventivas, que se feitas por 95% da população podem ter ótimos resultados ou até erradicar doenças.
Já em segunda análise, faz-se necessário apresentar a influência dos problemas ambientais no ressurgimento de doenças, pois este envolve todo o ecossistema, no qual também está presente a sociedade, sendo assim atitudes de degradação ambiental, como os desastres de Brumadinho e Mariana afetam todo o equilíbrio regional, oferecendo risco a saúde humana. No último desabamento de barragens ocorrido em janeiro de 2019, houve a morte de centenas de pessoas e de uma rica biodiversidade, que controlava de certa forma o crescimento exacerbado da população de Aedes Aegypti, responsável pela transmissão do vírus da dengue, e então após o ocorrido, cidades ao redor, inclusive Belo Horizonte enfrentaram surtos de dengue piores que nos anos antecedentes aos crimes ambientais, tornando evidente a importância do controle biológico no combate à epidemias.
Portanto, é preciso que o Ministério da Saúde realize campanhas de conscientização, por meio das mídias sociais, como por exemplo a internet, que visem apresentar à população a necessidade de se imunizar e prevenir, para que, dessa forma haja um retrocesso do número de pessoas com doenças passíveis de prevenção. Além disso, o Ministério do Meio Ambiente deve ser mais rigoroso quanto a prevenção de problemas ambientais, a partir do aumento da fiscalização e a exigência de planos de segurança, para que a natureza seja mais preservada e capaz de contribuir para a sociedade. Assim, será possível erradicar novamente as doenças e vivenciar avanços com os da Belle Époque.