O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 08/10/2019

A constituição da República Federativa do Brasil, de 1988, apelidada de ‘‘constituição cidadã’’, tem como um dos seus objetivos garantir a saúde da população. Entretanto, a carta política enfrenta um grande desafio relacionado a volta de doenças erradicadas no Brasil. Isso ocorre devido ao aumento de notícias falsas sobre a vacina, além da negligência governamental.

Em primeiro lugar, é fundamental pontuar que a propagação de notícias falsas corrobora com o aumento de doenças erradicadas. Nesse contexto, no século XX, a escola de Frankfurt já discutir sobre a ‘‘ilusão de liberdade do mundo contemporâneo’’, afirmando que as pessoas eram controladas pela ‘‘indústria cultural’’, semeada pelos meios de comunicação em massa. Atualmente, é possível traçar um paralelo com essa realidade, visto que muitas pessoas estão sendo influenciadas por movimentos antivacinas, propagados principalmente na internet, sob argumento de que a imunização traz consequências benéficas para à população, como o autismo. Como resultado, percebe-se que o número de indivíduos vacinados tem diminuído, caindo 77% segundo o Ministério da Saúde, e consequentemente, doenças erradicas estão voltando.

Outrossim, é notório que a inobservância do governo em relação ao saneamento básico é um fator importante para a volta de doenças erradicas. Isso ocorre devido à facilidade de doenças, como a poliomelite e a rubéola, de se propagarem em regiões no qual as condições de higiene são precárias. Segundo dados do Ministério da Saúde, 50% dos brasileiros não tem acesso a serviços essenciais de higidez. Por consequente, o número de doenças até então eliminadas vão continuar sendo registradas com mais frequência se o Estado não tomar medidas que melhore as condições de vida de muitos brasileiros.

Em suma, são necessárias metidas que atenuem a volta de doenças erradicadas. Desse modo, o Ministério da Saúde, principal competência que rege nesse setor, em parceira com a mídia deveria criar um projeto de incentivo a vacinação. Essa medida seria realizada por meio de redirecionamento de verbas, para campanhas publicitarias que explique a importância da imunização. Tal ação tem que ser divulgada em propagandas televisivas, sites relacionados ao assunto e também palestras gratuitas que devem ser amplamente divulgas. Além disso, é preciso que o Estado proponha melhorias nas residências precárias de saneamento básico. Tal medida dever ser feita por meio de reformas que acrescente aos bairros carentes abastecimentos de água potável, esgotamento urbano e limpeza e manejo de resíduos sólidos.