O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 04/10/2019
As doenças erradicadas são conhecidas a um longo período, mas têm apresentado números elevados de casos na contemporaneidade. São fatores de influência para esta problemática a falta de informação difundidas pelas escolas, a falta de empatia social e consciência que o direito do indivíduo permeiam até interferir a do outro.
Em primeira abordagem é válido parafrasear, o filósofo e sociólogo, Zygmunt Bauman sobre a “Modernidade Líquida”, em que na sociedade contemporânea ocorre a difusão de valores subjetivos para benefício pessoal. Nesse cenário a cidadania encontra-se em paradoxo ao exigir seus direitos, porém não cumprir seus deveres. Deveres estes que são determinantes para erradicar doenças, as quais o principal meio de prevenção é o social como a dengue. Entretanto, a falta de integridade social e a consciência de malefício próprio não instigada pelo Estado, enraíza uma sociedade que não precave doenças e permite o reaparecimento delas no Brasil.
É importante salientar, ainda, que a sífilis tornou-se conhecida na Europa pela sua veloz disseminação por todo o continente e suas sequelas. Seria lógico pensar, que apos a humanidade analisar as consequências da mesma, quaisquer meio de combate-la seria utilizada. Entretanto, ela é uma das doenças controladas que voltaram a preocupar o Brasil, pelo fato da desinformação sexual, visto que a doença é evitada pelo uso de preservativo nas relações
Entende-se, portanto, que o Brasil sofre com o reaparecimento de doenças erradicadas. Para sanar este, é necessário que o Ministério da Educação informe e priorize as escolas sobre a importância do ensino sexual com o intuito de informar sobre a prevenção de doenças, que neste âmbito é uma das mais reincidentes no país. A Secretária se Saúde precisa reforçar a divulgação, por meio de cartazes e palestras, sobre as doenças que são combatidas principalmente por hábitos, a fim de minimizar a incidência. As mídias em conjunto com o Ministério da Saúde precisam documentar e transmitir casos de indivíduos com sequelas das doenças, para instigar a empatia social e conscientizar a importância do uso de meios que precavem doenças.