O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 08/10/2019
“Ver para prever e prever para prover”. Tal declaração proposta pelo filósofo positivista August Comte permite-nos refletir em nossos dias, como o reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil representa um desafio a ser enfrentado de forma mais organizada por nossa sociedade. Nesse sentido, convém analisarmos as principais causas, consequências e possíveis medidas para essa problemática.
Em uma primeira análise, é notável que a Segunda Revolução Científica trouxe grandes avanços, um deles é a disseminação de métodos que colaboram com a prevenção de doenças, como, por exemplo, as vacinas. Entretanto, dados do Ministério da Saúde apontam que, em 312 municípios, menos de 50% das crianças foram vacinadas. Ademais, caminhamos para uma nova Revolta da Vacina, em que a vacinação é vista como um modo de controle populacional exercido pelo Governo. Com finalidade de prevenir a ampliação desse problema, uma possível solução pode ser entendida como a orientação exercida para com os familiares acerca desse tópico.
Outrossim, cabe salientar que tal contrariedade é discutida no que se refere à saúde do indivíduo, porém essa questão está muito além dessa adversativa, ampliando-se para o âmbito socioeconômico, já que influi diretamente no cofre da União que disponibiliza o tratamento para cidadãos acometidos por doenças ressurgentes. Além disso, a ineficiência Estatal para com as campanhas de prevenção, expõe-se alarmantes, visto que esse problema tem seu alicerce na negligência dos pais que se negam a vacinar seus filhos. Não obstante, pode ser entendida como sistemática a persistência dessa temática.
A fim de solucionar esse impasse, é necessária a mobilização de certos agentes implicados em saúde social. Portanto, entende-se como viável seguir o pensamento comteano. Logo, o Ministério da Saúde, em parceria com empresas de publicidade, deve executar campanhas pedagógicas, por intermédio de psicólogos focados nesse assunto, com o intuito de orientar os genitores e demais membros da família, ratificando-os sobre o risco de não imunizar os seus filhos. Como resultado dessa nova perspectiva, espera-se observar um decaimento significativo de doenças reemergentes.