O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 09/10/2019
Atualmente, o Brasil tem passado por um retrocesso no que se diz respeito a área da saúde, com o reaparecimento de doenças até então controladas e exterminadas. Segundo o pai da medicina, Hipócrates, para os males extremos, só são eficazes remédios intensos. Diante disso, esse vigente cenário se deve, principalmente, ao crescimento do movimento anti-vacina que tem ganhado espaço na sociedade com a explanação de informações falsas à nação. Outrossim, as regiões que mais sofrem com tal problema, são as mais desfavorecidas do país, devido ao descaso governamental. Deste modo, serão analisados tais fatores para que se possa combate-los de modo eficaz.
Em primeiro plano, é fundamental frisar que a volta das enfermidades já erradicadas é consequência da alta desinformação propagada por meios de comunicação, como as redes sociais, onde inúmeras opiniões sem caráter científico ganham forças entre os usuários. Sob esse viés, diversos grupos se apropriam desse porta voz, como as associações anti-vacina, influenciando famílias a não se vacinarem e não imunizar as crianças, o que contribui para o elevado índice de mortalidade infantil pelo sarampo e difteria.
Ademais, a ausência de um governo que trabalhe com todas as camadas sociais contribui para que a desavença se torne cada vez maior. Somado a isso, a falta de saneamento básico, unidades de saúde, e remédios gratuitos que intensificam ainda mais o cenário em que a população de classe baixa se encontra, visto que essas condições são as mais básicas para que o homem possa ter o mínimo de vitalidade segundo a Constituição Federal.
Nesse contexto, torna-se evidente que são necessárias medidas capazes para solucionar tal problemática. Para isso, cabe ao Ministério da Saúde expor a importância da vacinação, usando a mídia como instrumento de voz para atingir grande parte da população tornando o tema livre de qualquer juízo falso e fazendo com que o número de vacinados cresça, principalmente o de crianças e idosos. Além disso, o Governo Central deve olhar para as comunidades mais humildes da nação, levando os direitos básicos de saúde para todas as pessoas, diminuindo os riscos de contaminação e fazendo com que a Magna Carta se cumpra. As escolas, dando palestras para os alunos com a participação de médicos e especialistas, gerando debates sobre o tema, formando jovens mais críticos e fazendo com que o Brasil do futuro não enfrente doenças do período colonial. Talvez assim, a frase de Hipócrates seja entendida por todos, e as dores e os males dos enfermos sejam aliviados.