O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 15/10/2019

Em 1904, ocorreu no Rio de Janeiro, um movimento revoltoso contra a vacinação obrigatória imposta pelo governo, devido ao aumento dos casos de varíola na cidade. Naquela época, a população não tinha conhecimento acerca da importância da imunização, mas, com o passar das décadas, campanhas de conscientização foram feitas e o Brasil conseguiu extinguir  determinadas doenças. No entanto, pelo menos por um tempo, isso porque, hoje, várias dessas epidemias já erradicadas vieram à tona e além de serem fatais, podem deixar sequelas permanentes. Essa realidade se faz presente em função da disseminação das fake news antivacinação e a negligência governamental no que diz respeito a medidas preventivas frente aos locais com mais imigrantes e refugiados.

Após duas décadas sem casos de sarampo, por exemplo, em 2019 o Brasil apresentou um surto da doença. Segundo o site do G1, desde junho, 3.339 casos foram confirmados, entre eles, 4 mortes. Contudo, o ressurgimento do vírus não deveria acontecer, isso porque, a melhor forma para sua prevenção é a vacinação e o governo oferece gratuitamente a imunização contra o sarampo. No entanto, diversas notícias falsas, como contração de doenças ao se vacinar, são feitas diariamente. Logo, em meio a crise de saúde e a propagação rápida desses boatos, muitas pessoas creem veemente e negligenciam a imunização. Com isso,de acordo com a revista Galileu, 16,5% dos brasileiros não confiam em vacinas,o que faz com que recusem a se protegerem e a seus filhos.

Além disso, a crise humanitária presente na Venezuela colaborou para milhares de refugiados se estabelecerem no norte do Brasil e, junto a eles, diversas doenças virais, bem como malária, chikungunia, poliomielite e sarampo - que mesmo tratadas podem causar sequelas ao organismo como, paralisia infantil, cegueira, surdez e diminuição da capacidade mental - haja vista que segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é o país com as maiores taxas de doenças epidêmicas da América do Sul. Entretanto, a verba que seria destinada a maiores serviços de saúde no local, em 2018, não foi aprovada pelo então presidente Michel Temer e como consequência deste processo, um ano após, o Brasil presencia o contagio desses vírus.

Desse modo, torna-se evidente, portanto, que medidas devem ser feitas urgentemente. Assim sendo, é imprescindível que o novo Governo junto à mídia e ao Ministério da Saúde, criem campanhas midiáticas que mostrem a importância da vacinação, como essa pode salvar vidas e os problemas que a falta dela causa, além de enviar grande quantidade de médicos para a região norte do país a fim de proteger toda a população presente, para que assim as pessoas creem nas campanhas feitas pelos órgãos competentes e  que com a proteção oferecida, as outras doenças possam ser evitadas.