O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 11/10/2019

Durante o Período Colonial Brasileiro, iniciado por volta de 1500, nota-se um intenso processo imigratório devido aos inúmeros recursos oferecidos pela região. No entanto, muitas foram as consequências geradas por esse volumoso fluxo de pessoas no país, entre elas, a propagação de doenças. Dessa forma, fez-se necessária uma intervenção das autoridades para conter o avanço das mesmas, realizada por intermédio das vacinas que foram responsáveis por eliminá-las. Contudo, na contemporaneidade, têm-se o reaparecimento de algumas dessas mazelas, ocasionadas por diversos fatores. Desse modo, é preciso compreendê-los, com o objetivo de modificar esse cenário.

Observa-se, em primeira instância, uma certa negligência por parte da população. Por se tratar de males que foram cessados em outros tempos, pensam que não há necessidade de se precaverem contra eles. Desse modo, há a construção de uma falsa sensação de segurança, e confiança, que faz com que muitos indivíduos, principalmente crianças, deixem de se vacinarem, visto que os responsáveis não têm levado os jovens aos postos. Por conseguinte, ocorre a redução dos índices de vacinação e o surgimento de novas pessoas infectadas. Dados do Programa Nacional de Imunização mostram que, todas as vacinas indicadas à menores de 1 ano ficaram abaixo da meta em 2017.

Deve-se abordar, ainda, a influência do Estado na evolução dessa questão. Com a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição do teto dos gastos públicos, em 2016, verificou-se um congelamento de despesas em diversas áreas, entre elas, a saúde. Dessa maneira, além do sucateamento de medidas de precaução, o país tem investido pouco em ações sanitaristas, o que torna as pessoas mais vulneráveis e propensas à afecções. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Trata Brasil revela que, nas 10 piores cidades estudadas, foram aproximadamente 19 mil casos de cidadãos internados por dengue.

Infere-se, portanto, a premência de se evitar a expansão de doenças erradicadas. Logo, é imperioso que o Governo, em conjunto com o Ministério da Saúde, intensifique campanhas de vacinação mediante a mídia, com o intuito de alertar a sociedade quanto à importância de se protegerem, além de efetuar a imunização de crianças por intermédio do Programa Saúde nas escolas, a fim de aumentar o número de juvenis imunizados. Outrossim, deve implementar a medicina preventiva, efetivada por meio de visitas domiciliares em locais desamparados para imunizar a comunidade. Ademais, deve promover  a melhoria das condições de saneamento, com o fito de diminuir os riscos aos seres dessas áreas. Assim, espera-se conter o retorno de patologias extinguidas em épocas remotas.