O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 09/10/2019
A Revolta da Vacina, em 1904, foi um movimento realizado pela população mais pobre do Rio de Janeiro, que devido à falta de informação, se rebelou contra a vacinação obrigatória da varíola. Entretanto, o fluxo de informações do século XXI não foi o suficiente para evitar o reaparecimento de doenças consideradas erradicadas.
Em primeiro plano, ressalta-se que doenças antigas voltaram como consequência da negação da vacina por algumas pessoas que alegam efeitos colaterais ou até mesmo o surgimento de outra enfermidade. No entanto, tais afirmações provém de fake news (notícias falsas) disseminadas na sociedade, visto que, não há embasamento científico acerca desse discurso que, infelizmente, corrobora para a negligência do próprio direito à saúde, previsto pela Constituição de 1988.
Ademais, é necessário pontuar que as migrações de um país para outro são extremamente perigosas se as vacinas não estiverem em dia, já que, a propagação de uma doença considerada nova em outro país é facilitada pelo fluxo de pessoas, podendo ocorrer uma pandemia. José Saramago, em sua obra “Ensaio sobre a Cegueira”, destaca a cegueira moral como propulsora de uma sociedade egoísta que naturaliza os problemas sociais. Paralelo a isso, a censura da vacina promove a cegueira moral da população que não se importa com o bem estar geral.
Evidencia-se, portanto, que combater o reaparecimento de doenças erradicadas é essencial para o desenvolvimento da saúde brasileira. Logo, é evidente que o Governo crie campanhas de conscientização pública sobre os benefícios e a necessidade da vacinação, enfatizando que é gratuita, além de fiscalizar documentos de vacinação durante migração de pessoas de outros países, a fim de evitar o aparecimento de novas doenças no país. É de suma importância, também, que instituições educacionais façam sua parte ao exigir a carteirinha de vacinas em dia durante a matrícula do jovem e promover, junto ao Ministério da Saúde, a vacinação em escolas.