O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 10/10/2019

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e o bem-estar social. Conquanto, o retorno de doenças erradicadas no brasil, impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.

É indubitável que a questão do “preconceito” contra a imunização e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo alemão Arthur Schopenhauer, o maior erro que um homem pode cometer é sacrificar a sua saúde a qualquer outra vantagem. De maneira análoga, é possível perceber que no Brasil, existe a conscientização a favor da imunização – mas as pessoas simplesmente ignoram o fato da existência da circulação de uma doença, em propósito ao “achismo” exagerado que é empregado pelas mesmas, pois, não acreditam que as medidas tomadas pela saúde pública funcionarão. Haja vista que, países do Mercosul estão evitando reintrodução de doenças já eliminadas na região das Américas, incluindo o sarampo, a poliomielite e a rubéola.

Outrossim, destaca-se, a falta de saneamento básico em algumas regiões brasileiras como impulsionadora do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que a questão constitucional não é aplicada em favor da sociedade, onde em regiões carentes, há precariedade em relação ao tratamento de esgoto, onde o mesmo é a céu aberto. surgindo então doenças já erradicadas. E isso gera o “esquecimento” por parte dos governantes, fazendo com que a população reivindique seus direitos.

É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de politicas que visem à construção de um mundo melhor. Destarte, o Ministério da Saúde (MS) deve instituir meios de garantir a imunização a todos, onde as vacinas devem ser ofertadas em todas as unidades de saúde do Brasil, promovendo a erradicação. Juntamente com o órgão já citado, o Ministério Público deve informar os riscos à população, por não tomarem a vacina e discutir o combate a essas doenças. A partir dessas ações, o Brasil poderia superar o problema.