O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 10/10/2019

No livro “Sob a Redoma” de Stephen King, os habitantes de “Chester’s Mill” ficam isolados nessa cidade por consequência de uma misteriosa cúpula surgir sobre a urbe, tornando impossível qualquer contato com o seu exterior. Em consoante com o reaparecimento de doenças já erradicadas, pode afirmar que existem diversos fatores que provocam a estaca zero no quesito de prevenção de determinadas doenças, isolando assim, inúmeras pessoas juntamente aos vírus causadores dessas enfermidades. Entretanto, a futilização das vacinas e o crescimento exponencial do movimento anti-vacina tornaram-se uns desses fatores, contribuindo para o problema existir.

Em primeira análise, torna-se evidente que nos últimos anos a sociedade tem se alimentado colossalmente de notícias fictícias, o que acarreta na desinformação e alienação acerca da vacina. De acordo com o Jornal da Universidade de São Paulo (USP) foi disseminada nos EUA, a falsa teoria qual tinha como ideia que a vacina da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) causava autismo, com isso americanos abriram mão da vacinação, e como consequência, o sarampo voltou com força. Portanto, fica explícito o amplo panorama de analfabetismo informacional presente na contemporaneidade, pois o autismo, cientificamente corroborado, tem causas genéticas.

Ademais, vale destacar que por outro lado, parcela das pessoas tem conhecimento verídico sobre esse meio de prevenção, mas banalizam a importância da vacina, fazendo com que as taxas de vacinação abaixe. Em 2017 a Organização Pan Americana de Saúde (OPAS) emitiu alertas aos países da América Latina após a detecção de vários ressurgimentos de doenças erradicadas. Conseguinte, as doenças sob controle voltam a circular por irresponsabilidade familiar, pois adeptos do movimento anti-vacina, deixam também de dar a devida proteção a seus filhos e menores sob suas guardas, ficando vulneráveis a essas enfermidades. Gera então, a necessidade de combater esse problema por meio de intervenções governamentais.

Destarte, medidas são necessárias para evitar que esse cenário caminhe a um viés pior ainda e se torne um apocalipse viral. Nesse contexto, o Ministério da Saúde (MS) deve amplificar as informações a respeito das vacinas levando palestras nas praças públicas ministradas por profissionais da saúde para transmitir dados autênticos. Além disso, para surtir resultados maiores, o MS deve intensificar mutirões de vacinas nas escolas e empresas, públicas e privadas, mobilizando as Unidades Básicas de Saúde (UBS) municipais a reagirem em resposta contrária ao movimento anti-vacina. Dessa maneira, a cúpula que detém a população na ficção de Stephen King ficará restrita ao livro, tornando o controle total das doenças sólido, concreto e duradouro.