O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 14/10/2019
Na obra “Teoria da ação comunicativa” o filósofo Jurgen Habermas, da segunda geração da escola de frankfurt, declara com criticidade que os indivíduos devem debater e analisar ideias para chegar-se a um consenso. Entretanto, hodiernamente, no Brasil mesmo com alguns avanços, é notório que essa concepção habermasiana encontra-se fragilizada. Visto que, ainda precise ser debatido sobre o reaparecimento de doenças erradicadas em pleno século XXI. Para entender melhor essa problemática dois aspecto se fazem relevantes: a desinformação e a insuficiência legislativa.
Precipuamente, é essencial ressaltar que a educação é o fator principal no desenvolvimento de um País. Segundo o educador Paulo Freire no livro “A Educação do Oprimido”, defendia que o ensino é uma forma libertadora cujo objetivo é despertar a criticidade do aluno, de modo a incentivá-lo na busca de sua autonomia e consciência social. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido na desinformação do individuo acerca da importância da imunização na vida do ser humano, surgindo movimentos antivacinas que se não combatido ira voltar doenças ja erradicadas. Dessa forma, é perceptível a importância de uma educação que desde cedo enfatize o motivo da existência da vacinação e benefícios, assim despertando o que foi defendido por Paulo freire.
Além disso, é indubitável que a questão constitucional e suas aplicações estejam entre os fatores que atenuam o problema. Nesse contexto, é importante enfatizar que, a constituição Federal de 1988, retrata sobre saneamento básico, mas em áreas periféricas esse processo é precário. Haja vista que, segundo o Instituto Brasileiro de geografia e estatísticas (IBGE), em 2017, retratou que mais de 1/4 dos municípios não tem plano de gestão de saneamento básico. Dessa forma, esse revés reflete também no aumento de doenças que já deveriam estar eliminadas como a cólera, leptospirose entre outras.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessa maneira, com o intuito de mitigar o avanço de dessas doenças, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da saúde, será revertido em ações escolares, através de campanhas de vacinação, com debates que demostre a importância do ato de vacinação. Além disso, criar programas de saúde pública em áreas periféricas. Desse forma, a sociedade alcançara o conseso defendido por Habermas.