O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 11/10/2019
De acordo com a Constituição Federal, sancionada 1988, " a saúde é direito de todos e dever do Estado". Entretanto, diversas doenças erradicadas, como sarampo e varíola, reapareceram na sociedade brasileira, evidenciando dois aspectos, em parte, sendo responsáveis: o descaso à saúde de grupos migratórios e o aumento nos movimentos antivacinas.
Em primeiro plano, a mobilidade urbana é vista como sinônimo de crescimento no desenvolvimento da globalização. Conforme a Organização Mundial da Saúde, a ausência de vacinação está entre os dez maiores riscos à saúde, contudo, na questão do fluxo de migração a percepção é preocupante, ao notar sua falta de acesso aos direitos básicos hospitalares. Sob esse viés, imigrantes e refugiados possuem obstáculos em conseguir medicamentos e formas de prevenção de enfermidades, contribuindo para a proliferação de doenças já extintas em um determinado território. Tal fato expõem o despreparo governamental na sua ineficácia em fornecer auxílio e lidar com grupos externos, ocasionando problemas à saúde nacional.
Além disso, o crescente ideal antivacina contribui para agravar o impasse. Na Revolta da Vacina, em 1904, uma parcela da população de Rio de Janeiro se manifestou contra a medida do Médico Oswaldo Cruz em obrigar a vacinação, poís, imaginavam que o objetivo do sanitarista era matar essa parte da sociedade. De maneira análoga, movimentos atuais dispõem de pensamentos semelhantes no Brasil, na qual, acreditam que vacinas causam efeitos colaterais ou outras doenças, como o autismo. Dessa forma, a diminuição da quantidade de vacinação é alarmante, proporcionando o ressurgimento de enfermidades, como nos Estados Unidos, na qual, viveu um surto de sarampo, doença erradicada em 2000.
Portanto, é notório a necessidade de medidas para resolução do problema. Desse modo o Ministério da Saúde deve fornecer médicos e vacinação para todos os grupos exclusos, com todos os atendimentos gratuitos, a fim de diminuir o número de não vacinados. Ademais, o Estado em fusão dos meios midiáticos possui o dever de oferecer informações através de campanhas e veículos de comunicação, com profissionais da saúde orientando a sociedade sobre a importância de continuar prevenindo a retomada de enfermidades, com o fito de permanecer erradicadas diversas doenças. Com tais implementações, esse impasse poderá ser apenas uma mazela na História.