O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 16/10/2019

Consoante a dados divulgados pela plataforma digital G1 em 2019, mais de 3 mil casos de sarampo, efemeridade até então contida, foram registrados no estado de São Paulo. A partir dessa estatística, constata-se o reaparecimento de doenças que haviam sido erradicadas no Brasil. Com efeito, cabe responsabilizar por essa problemática as mutações sofridas pelos vírus e a negligência da população para com cuidados preventivos.   Em primeiro plano, segundo à teoria evolutiva formulada pelo biólogo  britânico Charles Darwin, todos os organismos vivos passam por um processo evolutivo que os fortalece, devido à seleção natural. Nesse prisma, traça-se um paralelo com a volta de doenças eliminadas no país, visto que, em razão das mutações sofridas pelos vírus causadores dessas mazelas, as vacinas desenvolvidas e aplicadas não mais protegem plenamente a população do contágio. Com isso, efemeridades antes debeladas retornam e ameaçam a vida de milhões de cidadãos.

Outrossim, de acordo com o princípio de corpo social, criado por Émile Durkheim, os indivíduos devem adotar práticas que visem à longevidade da espécie humana. Contudo, nota-se que grande parte da sociedade brasileira segue um caminho contrário ao defendido pelo sociólogo francês, uma vez que, por desconhecer o supracitado caráter mutante dos vírus, negligencia ações que previnem patologias virais graves que, atualmente, se encontram suprimidas. Dessa forma, mazelas antes contidas voltam mais resistentes e assombram a população.

Urge, portanto, a necessidade de medidas que objetivem solucionar esse dilema. Logo, se faz primordial a criação de oficinas comunitárias em praças públicas, pelas prefeituras, que visem à elucidação das massas acerca do reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil, por meio de palestras redigidas por médicos e biólogos que irão esclarecer sobre as mutações virais e orientar os cidadãos a retomarem atos preventivos que os manterão seguros. Assim, aguarda-se uma sociedade em que essa questão não será mais uma realidade.