O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 14/10/2019
Já nos anos 80 e 90, o brasileiro demonstrava desconhecimento ao subjugar a AIDS, à época, endêmica, como uma doença que só atingia homossexuais. Em paralelo, nos dias atuais, a desinformação e falta de interesse da população em relação à saúde continua a vitimar pessoas país adentro.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de um milhão e meio de pessoas vão a óbito por doenças que, com a profilaxia correta, poderiam ser evitadas. Diante do exposto, a abordagem da problemática se torna cada vez mais necessária, principalmente em um país em que parte considerável da população não tem acesso à uma saúde preventiva de qualidade, mesmo essa sendo capaz de evitar centenas de mortes anuais por meio dos procedimentos necessários e sendo uma fonte confiável de informações acerca de saúde para pessoas que, não raro, acreditam nas desinformativas fake news e em seu desserviço para/com a população mais carente.
Faz-se mister, ainda, salientar o movimento anti-vacina como impulsionador do problema. Desde a revolta da vacina, ocorrida no Rio de Janeiro, o governo demonstra sofrer para convencer uma esfera da população sobre a importância da vacinação. Em um mundo tão globalizado, é comum que as pessoas doentes visitem lugares onde a doença já foi erradicada, porém as pessoas não herdam a imunidade de outrora e, principalmente crianças, podem ter doenças para as quais seus ancestrais foram imunizados, portanto a imunização é uma medida pela qual todas as gerações devem passar.
Com a finalidade de frear a volta dessas doenças o governo, por meio dos Ministérios da Saúde e Educação e Economia, deve conceder isenção de impostos parcial para empresas que forneçam convênio médico para seus funcionários. Além disso, somente permitir que se matriculem em escolas públicas as crianças que tenham todas as vacinas em dia.