O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 29/10/2019

De acordo com a Constituição Federal, no artigo 196, a saúde é direito de todos e dever do Estado. Em contrapartida, na sociedade vigente, a situação é diferente, visto que inúmeras doenças já erradicadas estão sendo evidenciadas no Brasil. Nessa perspectiva, pode-se analisar que não só a exploração ambiental como também as desigualdades sociais são fatores relacionados à tal premissa. Dessa forma, é necessária a tomada de novas medidas para que se resolva a questão.

A priori, é importante destacar que residir em um ambiente mais ecológico é sinônimo, muitas vezes, de qualidade de vida. Tal fato pode ser relacionado de acordo com o artigo 225, no qual afirma que todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. No entanto, com a crescente degradação ambiental devido ao agronegócio, ao crescimento populacional e, também, ao desmatamento têm contribuído para que vetores transmissores de doenças se aproximem das áreas urbanas. Nesse sentido, doenças como a febre amarela e o sarampo, antes erradicadas, tornaram-se reemergentes devido a insustentabilidade ambiental de varias regiões do país. Desse modo, é imprescindível que as intervenções antrópicas sejam controladas para diminuir, de tal forma, os índices das doenças.

A posteriori, cabe destacar que as desigualdades sociais são fatores ligados ao reaparecimento de doenças. Nesse âmbito, pode-se analisar que as classes menos favorecidas economicamente, não possuem saneamento básico, coleta de lixo e acesso à água potável. Nesse contexto, muitas famílias se encontram em péssimas condições de vida e, infelizmente, são isentas do apoio governamental. Dessa maneira, esses indivíduos além de serem expostos à uma condição de vida degradante, na maioria das vezes, não possuem acesso sobre os métodos preventivos acerca das enfermidades. Com efeito, tal conjuntura é análoga à obra “Capitães de Areia”, na qual retrata sobre o cotidiano de adolescentes abandonados em condições insalubres.

Torna-se necessário, portanto, que o Ministério da Saúde possa reduzir o reaparecimento de enfermidades, por intermédio da melhoria das regiões mais desfavorecidas, com a execução de projetos de saneamento básico e, também, com o apoio de ONGs, dispostas a ajudarem sobre os métodos de prevenção da população, com o objetivo de minimizar os índices de infecção e beneficiar o bem-estar dos cidadãos. Além disso, é imprescindível que a mídia, como grande formadora de opiniões, promova a conscientização dos indivíduos acerca da vacinação, por meio de vídeos de curtas-metragens, com o fito de minimizar que doenças já erradicadas se tornem um desafio para a sociedade.