O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 15/10/2019

Segundo dados do Ministério da Saúde, nove entre as dez vacinas que precisam ser tomadas por crianças de até um ano no Brasil estão com cobertura abaixo da meta de vacinação. Isso ocorreu porque o movimento antivacina - baseando-se na, então, falta de vivência da mortalidade que esses vírus causavam no passado- ganha, cada vez mais, adeptos no território nacional, trazendo o reaparecimento de doenças já consideradas erradicadas. Essa prática levou, por exemplo, a um violento surto de catapora nos Estados Unidos e, no Brasil, a volta de ameaça de doenças como sarampo, pólio, difteria e rubéola - vistas como erradicadas do país pela Prganização Mundial da Saúde (OMS).

O astrofísico Carl Sagan em seu livro “O Mundo Assombrado Pelos Demônios” busca definir a ciência para diferenciá-la da pseudociência, mostrando que mesmo hoje acreditamos em mitos tão fantásticos como os dos primórdios da humanidade e, é nesse contexto, que o cientista diz “se você quer salvar seu filho da pólio, você pode rezar ou pode imunizar, escolha a ciência”. Dessa forma, é perceptível que a escolha pela vacinação torna-se a maior aliada no combate de patologias.

Em um país como o Brasil, reconhecido internacionalmente por seu amplo programa de vacinação (que disponibiliza, através do Sistema Único de Saúde, 42 tipos de imunobiológicos e 25 vacinas gratuitamente), a ideia de que pessoas simplesmente escolhem não se imunizar, colocando em perigo não apenas a si mesmas como também o meio em que vivem, é inaceitável. Por esse motivo, as Secretarias de Educação e de Saúde do estado de São Paulo lançaram o Plano Municipal da Primeira Infância, que tem como objetivo melorar o acompanhamento da vacinação e da saúde infantil através, por exemplo, da exigência em creches do cartão de vacinação dos alunos de até 6 anos duas vezes ao ano.