O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 18/10/2019
O sarampo, Poliomielite e a Rubéola, são algumas das doenças que segundo o Ministério da Saúde, já foram consideradas erradicadas no Brasil. No entanto, atualmente, o aparecimento de novas vítimas dessas patologias tem causado grande preocupação à Organização Mundial de Saúde. Com efeito, a saúde de todo o país está em risco, seja pela passividade do setor público, seja pelas Fake News. Logo, remediar tal problema é imprescindível.
Em primeira análise, é indubitável que a escassez de campanhas publicitárias e a ineficiência do sistema nacional de vacinação estejam entre as raízes do problema. Apesar de a carta magna do país atestar que a saúde é um direito de todos e um dever do estado, nota-se uma severa negligência do governo no que concerne as políticas públicas de prevenção e orientação, haja vista, as campanhas que além de episódicas, são pouco informativas a respeito dos mecanismos e da importância das vacinas, favorecendo a desinformação e o desinteresse da população. Ademais, o cartão físico de vacinação é outro agravante, uma vez que, facilita a perda dos dados, dificultando um controle efetivo sobre a imunização. Nesse sentido, é evidente a vulnerabilidade social frente a essa questão.
Em segunda análise, vale ressaltar também as Fake News como umas das causas do reaparecimento dessas doenças. A esse respeito, um movimento denominado antivacina, iniciado na década de 90, na Europa, atualmente, têm ganhado força no Brasil utilizando-se do vasto alcance da internet, para disseminar teorias contrárias a vacinação. Tal grupo alega, sem qualquer comprovação científica, que as vacinas são extremamente maléficas à saúde dos indivíduos, podendo inclusive, causar doenças como o autismo, o que tem ocasionado uma forte hesitação ao processo imunização em grande parte da sociedade. Por consequência, a OMS classificou esse movimento como um dos 10 maiores riscos a saúde mundial. Logo, é necessário alertar a população sobre os riscos de ideologias infundadas.
È importante, portanto, que medidas sejam tomadas para solucionar esse grave problema de saúde pública. È preciso que o Ministério da Saúde utilize do poder persuasivo da mídia através de campanhas publicitárias periódicas que orientem sobre o que é a vacina, como ela se dá e sua a importância, além disso, deve desconstruir o movimento antivacina, esclarecendo para a população que esse grupo é baseado na ignorância e no desconhecimento, promovendo o alerta e a orientação frente a esse emblema. Outrossim, é mister que esse órgão também desenvolva uma carteira nacional de vacinação digitalizada, através da criação de um banco de dados, para garantir um controle satisfatório sobre a devida imunização de todo cidadão.