O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 18/10/2019

No livro “Utopia” de Thomas More é retratado uma sociedade perfeita, no qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se o observa na comunidade brasileira do século XXI é a volta de obstáculos, que foram solucionados, como o caso do Sarampo no Norte do país. Dessa forma, é inegável que movimentos anti-vacina e a falta de conscientização da população acarreta o reaparecimento de doenças erradicadas.

Em primeira análise, a origem deste movimento começou em 1998, quando um médico inglês, Andrew Wakefield publicou um artigo em que sugeriu uma relação entre as vacinas do Sarampo e Rubéola com o autismo. Alguns anos mais tarde foi revelado que o estudo era fraudado. Contudo, Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos é a favor desse ideal e promove a disseminação dele. Desse modo, com a globalização, ele vem se espalhando pelo mundo fazendo com que as pessoas parem de se imunizar.

Além disso, segundo pesquisas da Coordenação Gera do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde, a partir de 2014 o Brasil começou a passar por uma queda drástica na cobertura de crianças de até 1 ano da tríplice viral -que protege contra  o Sarampo, a Caxumba e a Rubéola-. Consequentemente, a chance de ter-se um novo surto dessas doenças se tornam maiores, podendo infectar todos os países como consequência da globalização. Portanto, devido a organização supracitada e a diminuição na cobertura de vacinação há uma ameaça em reverter o progresso alcançado no combate a doenças evitáveis.

Destarte, com o intuito de mitigar a problemática, são necessárias algumas medidas. Para tanto, o Governo deve investir em pesquisas, destinando parte do Produto Interno Bruto ou do orçamento nacional, para que assim, haja a comprovação da importância das vacinas e que o pensamento de  Wakefield seja erradicado. Soma-se ainda que, sejam feitas propagandas e campanhas para a conscientização da população