O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 16/10/2019
O advento da revolução técnico-científica no século XX, acarretou diversas mudanças na medicina, como a evolução, aprimoramento e até mesmo o desenvolvimento de novos remédios e tratamentos. No entanto, apesar de tamanho avanço, verifica-se que atualmente há o retorno de doenças já erradicadas no Brasil. Dessa forma, a proliferação de mitos (fomentada pela desinformação) e a ínfima eficácia das campanhas públicas, são fatores contribuintes para a permanência desse celeuma na contemporaneidade.
Cabe pontuar, a princípio, que a divulgação de informações equivocadas e a falta de correção das mesmas, é um dos motivos que ocasiona o retorno de mazelas já eliminadas anteriormente. Nesse sentindo, vale lembrar que durante a Guerra Fria, marcada didaticamente entre 1945 e 1991, as inovações médicas (vacinas, antibióticos, soros) cresceram de forma drástica e muitos indivíduos, assustados com tamanha evolução, passaram a proliferar ideais errôneas de que essas novidades medicinais eram prejudiciais a saúde. Hodiernamente, tais informações já foram desmentidas pela OMS, porém, nota-se que ainda há cidadãos brasileiros que acreditam em tais rumores e por isso, não vão ao médico, nem levam seus filhos para vacinar, tornando-se vulneráveis a qualquer adoecimento.
Outrossim, é importante mencionar que pouca eficiência das ações governamentais, é um fator colaborador para que o dilema do retorno de enfermidades exterminadas, permaneça na sociedade. Ademais, segundo o Ministério da Saúde, todos os anos são feitas campanhas em datas fixas em prol de diversas doenças com histórico de erradicação, no intuito de evitar a volta dessas, como é o exemplo do sarampo e da malária. Entretanto, de acordo com IBGE, ao invés da taxa de infectados por essas mazelas, no ano de 2018 para 2019, diminuir, ocorreu o contrário, aumento 0,2%, deixando evidente que apesar de serem importantes, essas campanhas não apresentam alta eficiência.
Entende-se, portanto, que o reaparecimento de enfermidades erradicadas no Brasil é um dilema e precisa ser atenuado rapidamente. Logo, é dever do Ministério Público, por meio das Universidades, desenvolver debates nas redes sociais, nos quais profissionais especializados e estudantes do último período dos curso de saúde, repassem informações verídicas e através dessas conversas, os cidadãos possam entender a importância de seguir a risca os processos médicos e consequentemente, diminuirá a taxa de emersão desses males. Além disso, cabe ao Governo, por intermédio da mídia televisiva e internauta, divulgar relatos de pessoas que estão doentes ou que já perderam familiares pela falta de tratamento e vacinação contra essas doenças, para que os indivíduos brasileiros possam entender a gravidade dessas mazelas, e assim, finalmente usufruir dos avanços da revolução do século XX.