O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 16/10/2019
A Revolta da Vacina, ocorrida em 1904, foi um motim popular na cidade do Rio de Janeiro em decorrência da obrigatoriedade da vacinação para a população em risco de contaminação. Porém, na contemporaneidade o surgimento do movimento antivacina tem preocupado o Governo Federal quanto aos perigos que isso traz para toda sociedade. Nesse contexto, é válido analisar a escassez de informação, bem como o impacto ocasionado por ela.
É válido, em primeira analise, que o negligenciamento das informações adequadas para os cidadãos são as principais causas de tal movimento existente ter tanta força atualmente. Isso porque, todas as pesquisas feitas pelas universidades do Brasil não são repassadas diretamente para a população em uma linguagem acessível a todos, e sim, propagados com termos científicos pelo Ministério da Saúde, não ocorrendo uma divulgação necessária e eficaz. Nessa perspectiva, o público acaba ficando a mercê, nas redes de comunicação, da manipulação por parte dos lideres do movimento antivacina, agregando força ao movimento. Dessa forma, como dito pelo jornalista, José Arbex, o mundo vive uma espécie de “Auschwitz do pensamento” fabricado pelos meios de comunicação. Assim, fica claro que o poder de manipulação do movimento só tem a ganhar enquanto o Ministério não reverter tal situação.
Outrossim, destaca-se o retorno de doenças que já haviam sido erradicadas como é o caso da dengue e do sarampo, que possuem altas taxas de mortalidade, porém são de fáceis profilaxias. De fato, parece irônico como doenças de fácil controle pode vir a “sair dos eixos”, vindo a atingir grande parte do país, principalmente as camadas mais baixas, visto que estes possuem moradias precárias e a falta de um atendimento e informação de maior qualidade por parte da saúde pública. Prova disso, é que em uma pesquisa, recente, realizada pela Universidade de São Paulo (USP), 73,3% das crianças que deveriam ter sido vacinadas contra a varíola, sarampo e catapora, ainda não foram até os postos de vacinação mais próximo, gerando perda das vacinas pelo vencimento das mesmas, assim como criando insegurança por parte do governo de como contornar a situação. Dessa forma, fica notável que medidas devem ser tomadas para resolver o impasse e manter essas doenças erradicadas.
Entende-se, portanto, que a falta de informação gera impactos de grande mal a sociedade. Nesse sentido, a fim de atenuar a problemática, o Governo Federal, com a ajuda do Ministério da Saúde e da Educação, deve elaborar um modelo de divulgação das pesquisas cientificas de forma clara e de linguagem fácil, para que toda população entenda o que se expõe. O MEC, por outro lado, deve propor as escolas, o ensino entorno da imunização e sua eficácia, para que os jovens sejam mensageiros que levam informações seguras para todas as camadas sociais. Afinal, é melhor prevenir do que remediar.