O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 17/10/2019
Tuberculose. Sífilis. Sarampo. Esses são exemplos que caracterizam o problema do reaparecimento de doenças erradicadas na sociedade brasileira. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da desinformação dos cidadãos e da ideia que essas doenças não representam perigo.
Em primeira análise, a desinformação dos cidadãos mostra-se como um desafio para o problema. Segundo Hegel, um dos filósofos mais importantes da história, a razão rege o mundo. No entanto, verifica-se uma atuação da irracionalidade na questão das doenças reemergentes, que tem como base uma forte influência da falta de informação. Assim, sem a presença de uma lógica que permita o repasse de conhecimentos, esse problema tem sua intervenção dificultada.
Além disso, a volta de doenças encontra terra fértil na ideia de que não representam perigo. Nesse sentido, Habermas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Dessa forma, para que um problema como o reaparecimento de doenças erradicadas seja resolvido, faz-se necessário debater sobre. No entanto, percebe-se uma lacuna no que se refere a essa questão, visto que a ideia de que são doenças passadas e por isso não precisa haver prevenção persiste na mente de substancial parte dos brasileiros. Assim, trazer à pauta esse tema e debatê-lo amplamente aumentaria a chance de atuação nele.
Portanto, ações estratégicas são necessárias. As escolas, em parceria com as prefeituras, devem promover um espaço para rodas de conversas e debates sobre as doenças erradicadas. Tais eventos podem ocorrer no período extraclasse, contando com a presença de especialistas no assunto. Além disso, deve ser aberto à comunidade, a fim de que mais pessoas compreendam questões relativas ao tema. Enfim, doenças como tuberculose, sífilis e sarampo não farão parte da realidade brasileira.