O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 20/10/2019
Promulgada em 1948, pela ONU, a DUDH (Declaração Universal dos Direitos Humanos) garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar. Entretanto, o ressurgimento de doenças erradicadas no Brasil deturpa o ideal supracitado, ao ameaçar à saúde e a qualidade de vida da sociedade pelo aparecimento de enfermidades já controladas e/ou inexistentes há alguns anos no território brasileiro. Desse modo, as consequências do movimento antivacina, aliadas à ineficácia do sistema de saúde brasileiro, contribuem par a construção do quadro anterior.
Em primeiro lugar, o movimento antivacina se ampara em argumentos falsos, manipulados e integrantes de uma boa retórica que, diante do desconhecimento de muitos indivíduos sobre o tema, se aproveita da situação, a qual instaura o medo e repúdio às vacinas. Nesse contexto, tal fato se assemelha às ações dos sofistas, na Grécia Antiga, em que ensinavam às pessoas a arte da construção de uma boa retórica (bem solidificada para ser influente), sem o compromisso com a verdade, contrários à dialética e à filosofia socrática. Assim, o utilização de argumentos sem respaldfo científico pelo movimento antivacina é explicitada pelo site de notícias “OUL” ao apresentar uma de suas bases a publicação fraudulenta sobre a vacina da tríplex. Logo, o movimento coloca em risco a saúde dos brasileiros, ao expô-los à doenças graves, evitadas pela vacinação.
Por conseguinte, o sistema de saúde brasileiros se mostra ineficaz à contenção de doenças ressurgentes, tendo-se, como exemplo, a incompatibilidade dos horários de atendimento dos postos de saúde com a realidade laboral da sociedade. Nesse âmbito, o SUS (Sistema Único de Saúde), apesar de ser gratuito e universal, apresenta falhas estruturais e administrativas, em que há estabelecimentos de saúde em situações de calamidade pública, pelo desequilíbrio do local com a demanda exigida, o que acarreta até a morte de pessoas por tais questões. Dessa forma, o atendimento incompatível tanto pelo horário quanto pela infraestrutura ofertadas propiciam falhas no sistema de saúde do Brasil, as quais a sociedade se expõe à situações comprometedoras de sua saúde, como a não vacinação.
Portanto, a partir dos argumentos supracitados, o Ministério de Saúde deve promover e/ou diminuir a ação do movimento antivacina e de suas ideologias disseminadas na sociedade. Tal ação deve acontecer por meio de campanhas no âmbito escolar e nos espaços públicos - com ênfase na participação de profissionais da área da saúde, para a explicação detalhada sobre as vacinas, sua atuação e seus efeitos no corpo humano. Deve-se , também, adequar o horário de atendimento dos postos de saúde à realidade dos brasileiros. A partir de tais ações, poder-se-á disseminar o conhecimento verídico e científico sobre a vacinação à população, o que consolida a DUDH no Brasil.