O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 20/10/2019

A série brasileira: “O Escolhido”, retrata o drama de médicos do governo em fazer uma campanha de vacinação em uma cidade isolada, na qual a população acredita que a medicina é ineficaz e a vacina pode levar à morte. Fora da ficção, essa realidade é presente no Brasil, o individualismo e a difusão de notícias falsas geram o aumento de grupos de antivacina, tendo como consequência o reaparecimento de casos de doenças consideradas erradicadas. Por isso, torna-se necessário o debate acerca dessa problemática, na qual virou um problema de saúde pública.

Em primeiro lugar, o aumento de grupos de antivacina propagam os casos de pessoas que acreditam que a imunização é ineficiente. A Organização Mundial da Saúde - OMS- divulgou uma lista das grandes ameaças à saúde em 2019, entre elas, estava o medo da vacina. Devido a isso, a eficácia de campanhas de vacinação entram em declínio e surto de doenças que eram consideradas erradicadas, como o sarampo - cerca de 110 mil pessoas morreram por causa dessa doença em 2017- podem ser explicadas pelo movimento antivacina, pois impossibilita que o Governo cumpra suas metas, gerando um número menor de pessoas imunizadas e suscetíveis a contrair doenças.

Ademais, é válido ressaltar, ainda, a difusão de notícias falsas que cercam a população. A sensação de seguranças das famílias somado a notícias sem fontes verídicas que circulam nas redes sociais dificultam a busca dos pais em imunizar os filhos. Como exemplo, o estudo do médico britânico realizado em 1998, na qual relacionava a vacina tríplice viral ao autismo, ainda impacta a sociedade nos dias de hoje, mesmo sendo comprovado que o estudo foi uma fraude, a população tem receio e leva em consideração esse estudo na decisão de imunização. Tal situação torna evidente a importância de ações estatais que garantam a eficácia da lei na qual afirma que vacinação é uma questão de saúde pública e uma obrigação social.

Infere-se, portanto, que as decisões individuais e a divulgação de fake news influencia diretamente na no surto de epidemias no Brasil. Em vista disso, cabe ao Governo em parceria com o Ministério da Saúde investir em campanhas de vacinação ao longo do ano, além de alertar sobre a importância da vacinação conter também, informações verídicas que contrariem as fake news espalhadas nos meios de comunicação, a fim de garantir que a população esteja informada e levem em consideração as verdades sobre a vacinação. Além disso, a arbodagem deve ser feita por meio das Escolas e palestas com assistentes sociais e médicos com o intuito de refutar argumentos dos movimentos antivacinas, para que assim, a próxima geração cresça conscientizada sobre a importância da imunização. Dessa forma, a luta vivida na série não passará da ficção.