O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 24/10/2019

A Revolta da Vacina foi uma manifestação da população brasileira do início do século XX, a qual estava desinformada acerca de como agiam as vacinas e insatisfeita com as medidas autoritárias que obrigavam as pessoas a buscarem a imunização. Nesse contexto, diversas doenças foram erradicadas após a obrigatoriedade da vacinação, apesar disso e da facilidade atual em prevenir determinadas enfermidades - como sarampo -, mazelas erradicadas estão reaparecendo no Brasil e têm prejudicado toda a sociedade. Esse reaparecimento deve-se à disseminação de notícias falsas e à globalização.

Em primeiro plano, as “fake news” - informações improcedentes compartilhadas nas redes sociais - estão gerando medo na população brasileira, pois afirmam que as vacinas causam doenças, desse modo, os cidadãos que acreditam nessas notícias inexatas estão organizando-se em movimentos anti-vacina. Conforme um episódio da série “Disk Dani”, disponível no YouTube no canal Rao TV, o qual retrata de forma cômica as ações de grupos anti-vacina, alguns pais acreditam nessas informações infundadas e optam por não vacinar os filhos, fato que pode ocasionar mais enfermidades, contrariando a crença desses genitores. Em outras palavras, a falta de imunização das crianças, devido aos movimentos opostos às atuações da vacinação, tem contribuído para o reaparecimento de moléstias erradicadas no Brasil, haja vista que os não imunizados estão suscetíveis aos micro-organismos responsáveis por essas doenças.

Em segundo plano, a fácil circulação de pessoas entre os países, decorrente da globalização, tem trazido para o Brasil agentes causadores de enfermidades erradicadas. Dentro desse contexto, pode-se citar a migração dos venezuelanos para o território brasileiro, no ano de 2016, cuja consequência imediata à saúde do povo tupiniquim foi o aumento nos casos de sarampo. Porventura, apesar da facilidade dos brasileiros em encontrar vacinas disponíveis no Sistema Único de Saúde sem custo, a população tem procurado esses recursos cada vez menos e em decorrência desse fato, quando há trânsito de pessoas para outros países, as doenças são facilmente contraídas. Por conseguinte, toda a sociedade é afetada na medida em que não busca imunização.

Em síntese, medidas devem ser efetivadas a fim de impedir o reaparecimento de malezas superadas no Brasil. Para tanto, o Ministério da Saúde deve colocar unidades de vacinação nas fronteiras e aeroportos do país e iniciar uma campanha, por meio dos agentes de saúde, com visitas às famílias, que informe aos pais as consequências reais das vacinas, a fim de impedir que a circulação de indivíduos traga doenças para o povo tupiniquim e assegurar aos genitores a segurança da imunização.

Por fim, os grupos anti-vacina serão minimizados e as moléstias continuarão erradicadas no Brasil.