O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 01/11/2019
A Constituição Federal de 1988 - conjunto de normas de maior poder hierárquico - garante a todos os indivíduos brasileiros condições básicas, como direito à saúde e bem-estar social. No entanto, hodiernamente, percebe-se, infelizmente, que a realidade vai contra tal garantia, haja vista o reaparecimento de doenças já erradicas. Nesse viés, faz-se imprescindível analisar dois fatores que, dentre outros, potencializa a problemática: a falta de informação populacional e a negligência Estatal. Convém ressaltar, a princípio, que a falta de conhecimento da população sobre a questão é um dos fatores que potencializa o reaparecimento das doenças, tendo em conta a queda acentuada do número de vacinação, a qual foi protagonista na erradicação de varia doenças. Nessa perspectiva, o filósofo Schopenhauer defende que os limites da informação de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. A partir disso, percebe-se que a diminuição de vacinas está relacionada com o ceticismo acerca da eficácia do método, pois, na maioria das vezes, as pessoas desinformadas - fruto do ineficaz planejamento educacional no Brasil - afirmam paradoxalmente que as vacinas podem causar doenças ou transtornos de espectro autista. Evidencia-se, assim, o papel imperioso que o conhecimento desempenha e, por isso, a ausência desse gera entendimentos equivocados que comprometem a sociedade, nesse caso, no âmbito da saúde.
Outrossim, é válido atentar-se que 50% dos brasileiros ainda não têm saneamento básico, segundo o site G1, um dos motivos que possibilita o problema em questão, pois as condições insípidas, como presença do esgoto e lixo má descartado, são responsáveis pela proliferação de diversas bactérias e microrganismos causadores de doenças. Desse modo, nota-se que o Estado não cumpre com as condições básicas previstas no texto constitucional, fruto da postura negligente dos governantes, os quais acabam, lamentavelmente, concentrando o capital nos setores que geram lucro, tratando com descaso a saúde pública.
Diante do exposto, urge medidas a fim de mitigar a problemática. Logo, compete ao Ministério da Educação - órgão responsável por um dos principais pilares do Estado - gerenciar projetos escolares, os quais, por meio de palestras e atividades, garantam aos pais e alunos o conhecimento acerca da importância da vacina e sua capacidade de prevenção de doenças. Além disso, cabe ao Governo Federal, somado aos governos estaduais, por meio de recursos oriundos do Produto Interno Bruto (PIB), garantir o saneamento básico, de modo que seja cumprido o texto constitucional. Com isso, espera-se diminuir os índices de reaparecimento de doenças já erradicas, bem como promover uma população mais consciente.