O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 02/11/2019
A vinda dos colonizadores ao território brasileiro no ano de 1500, trouxe consigo diversas doenças que dizimaram parte da população indígena. Logo, em 1563, deu-se início a primeira epidemia que se tem registro no Brasil: a varíola. Com o passar dos anos, o avanço das pesquisas e da tecnologia proporcionou o combate e evitou a proliferação de outros diversos tipos de enfermidades. Nesse sentido, é necessário manter a população informada sobre as vacinas disponíveis, além de como funcionam e os benefícios que carregam.
Atualmente, o reaparecimento de patologias, que já haviam sido erradicadas, tem ganhado espaço em diversas manchetes. Segundo o site Fortíssima, mais de 150 casos de H1N1 foram registrados nos primeiros três meses de 2016, na cidade de São Paulo. Apesar de existir vacina preventiva à doença, e essa ser disponibilizada nos postos públicos. Tal dado mostra que há desinteresse ou falta de compreensão acerca da importância da imunização.
Outro fator que serve como obstáculo, é o crescimento do movimento anti vacinação. Esse grupo, que vem ganhando força e disseminando seus ideais principalmente online, tornou-se de tamanha periculosidade que, a Organização Mundial da Saúde (OMS), o incluiu no relatório sobre os dez maiores riscos à saúde global. De certo, este agrupamento quando espalha seus pensamentos negativos acerca dos avanços realizado pela medicina, cria um empecilho para a prevenção e cura de enfermidades.
Assim sendo, cabe ao Ministério da Saúde, aliado a Secretaria Especial de Comunicação Social, por meio de subsídios governamentais, criar propagandas de conscientização acerca da vacinação. O material publicitário deverá ser veiculado nos meios de comunicação de massa, a fim de sanar as dúvidas da população em relação aos riscos e benefícios da vacinação. Desta maneira, com a população consciente e vacinada, o alastramento de doenças já conhecidas e com tratamento ou prevenção descobertas, se tornará cada vez mais atípico e epidemias, como a da varíola de 1563, ficarão apenas em um capítulo anterior da história brasileira.