O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 29/03/2020

No Brasil do século XIX e XX, casos de sarampo eram comuns entre os indivíduos, visto que uma parcela majoritária da população não tinha acesso à um sistema de vacinação. Na contemporaneidade, os avanços humanitários e tecnológicos possibilitou a erradicação de diversas doenças, contudo, no século XXI, algumas dessas enfermidades extintas estão retornando a contaminar a comunidade brasileira. Sendo assim, são necessários caminhos para o combate do reaparecimento dessas patologias , tendo em vista que a má estruturação dos hospitais e aos movimentos antivacinas amplificam a problemática.

Primordialmente, a Constituição Federal de 1988, promulgada com base nos Direitos Humanos, prevê, como garantia fundamental, o direito à saúde. Entretanto, o próprio Poder Estatal fere a legislação, já que não há a estrutura necessária nos hospitais públicos para atender a população afetada. Consequentemente, sem o tratamento ideal, se a doença for contagiosa, como o sarampo, o doente poderá transmitir essa enfermidade para outras pessoas, facilitando a proliferação dessas infecções. Dessa maneira, as esferas governamentais ao não estruturarem o sistema de saúde de forma adequada, corrobora o ressurgimento dessas patologias no contexto nacional.

Outrossim, a Revolta da Vacina foi um movimento da população carioca, no século XX, que não se vacinava, pois pensavam que esse método profilático era algo venenoso. No Brasil Contemporâneo, uma parcela da comunidade brasileira não se imunizam, isso porque algumas organizações Antivacinas disseminam algumas notícias falsas sobre a vacinação, influenciando uma minoria a não imunização. Por consequência, essa minoria fica venerável as doenças já erradicadas, dessa forma, a intensificação desses movimentos contra os antivírus corrobora o resurgimento dessas patologias.

Em suma, são fundamentais medidas para o combate dessas problemática. Para tanto, urge que o Ministério da Saúde aprimore a estrutura dos hospitais públicos, por meio do redirecionamento de verbas, para que a população afetada seja rapidamente tratada, evitando a transmissão dessas enfermidades, além de coibir sua manutenção. Concomitantemente, os veículos midiáticos devem promover campanhas sobre a importância da vacinação, utilizando-se de posts nas redes sociais, como o Facebook e o Instagram, com o intuito de que toda a sociedade se imunize contra essas patologias. Desse modo, o Brasil poderá coibir o reaparecimento dessas doenças já erradicadas.