O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 26/04/2020
Após os anos 2000, o sarampo foi considerado uma doença erradicada no Brasil. Entretanto, na sociedade contemporânea diversas doenças consideradas erradicadas começaram a retornar devido ao movimento antivacina, isto é, um grupo de pessoas que diz não acreditar em vacinas e, logicamente, não vacinam seus filhos ou a si mesmos. Com efeito, este cenário é fruto de uma falha educacional, de forma que coloca a vida de diversos indivíduos em risco.
Em primeiro plano, é fundamental destacar que não há fundamentos científicos no movimento antivacina, ou seja, ele é fruto da falta de conhecimento por parte dos apoiadores. Nesse sentindo, segundo o educador Rubem Alves, há dois tipos de escola: a gaiola, age como resistor físico, uma escola de teor conteudista; e a asa, age como catalisador químico, uma escola que preza por formar cidadãos crítico e preparados para a vida. Comprova-se, assim, que a falta de escolas ‘‘asas’’ cria uma sociedade alienada, de modo que não acredita na própria ciência e coloca a própria vida em risco.
Além disso, é válido salientar que começou a reaparecer diversas doenças erradicadas, de maneira que a falta de vacinação, causado pelo movimento antivacina, facilitou a transmissão e, consequentemente, a morte de indivíduos por tais doenças. Nesse viés, segundo o Ministério da Saúde em 2019, o Brasil registrou 13.500 casos de sarampo além de 15 mortes, entretanto não foi a única doença a reaparecer, ou seja, doenças como poliomielite e rubéola também voltaram. Nesse contexto, percebe-se que o movimento antivacina vem causando o reaparecimento das doenças.
Portanto, é importante ressaltar que o movimento antivacina é fruto de uma falha educacional, de modo que coloca em risco diversas vidas. Por isso, é imprescindível que o Governo Federal aliado ao Ministério da Educação crie campanhas de conscientização sobre as vacinais, por meio da tv aberta, visto que é uma concessão pública, de modo que explique sobre o funcionamento das vacinas, para assim dar fim as doenças que outrora estavam erradicas como o sarampo.