O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 11/05/2020

É verdade, que epidemias assolam o território brasileiro desde o século XVI com a vinda dos portugueses ao Brasil.A chegada dos europeus dizimou inúmeros nativos, posto que o país configurado como -nação jovem- não possuía recursos eficazes para o controle das doenças trazidas da Europa.Mesmo após séculos,hodiernamente,evidencia-se um cenário preocupante no que tange à saúde pública:a volta de enfermidades outrora erradicadas.Tal cenário é inconcebível, visto que o surgimento da ciência possibilitou o combate às mazelas e, ora pela falta de informações, ora pela ineficácia nas fiscalizações dos migrantes no país,os avanços científicos não estão conseguindo atuar ativamente sobre a população brasileira.Dessa forma,esse panorama vivido em meados do século XXI é ineficiente e merece um olhar mais crítico de enfrentamento.

Em primeiro lugar, convém ressaltar que o problema advém, em muito, da escassez de campanhas que visem informar à população dos danos que o desdenho aos recursos advindos da ciência podem causar a sociedade.É fato que a criação da vacina impulsionou o desaparecimento de doenças.Contudo,movimentos antivacinas,isto é,grupos de pessoas não adeptas à vacinação que optam por não vacinar seus filhos, vem ganhando corpo e se destacando nas regiões nacionais.No entanto,esta recusa é um grande fator agravante,pois optando pela não imunização da sua progenitura,as chances de promover a volta das doenças como, sarampo, poliomelite,dentre tantas outras,são reais e evidenciadas na atualidade brasileira.De acordo com o astrofísico, Carl Sagan,para salvar um filho da pólio,é possível rezar ou imunizar,escolha sempre a ciência.Conforme o pensamento de Sagan,a ciência precisa de credibilidade da população para mudar o quadro de inércia no hodierno.

Em segundo lugar,é notório que a questão migratória no país se relaciona com o enfrentamento de epidemias.Como já citado,no século XVI o território nacional foi ocupado pelos portugueses,motivo pelo qual os autóctones foram dizimados.Análogo a isso,o Brasil presencia fluxos migratórios com grande frequência,o que corrobora a volta das enfermidades, uma vez que não há o necessário cuidado com os migrantes nas fronteiras.Para o economista Frederic Bastiat,o Estado deve promover a segurança da sociedade,logo,são imediatas medidas que busquem proteger a saúde pública.

Portanto,atitudes para a reversão da problemática supracitada são vitais.Para tanto,o governo,aliado ao Ministério da Saúde,deve reforçar os hospitais próximos às fronteiras,por meio de verbas,objetivando um maior controle com os exames dos migrantes,garantindo,dessa forma,enfrentamento de epidemias.Ademais,os mesmos órgãos devem promover campanhas que mostrem a gravidade da não vacinação.Feito isso,a sociedade será capaz de mitigar o avanço de doenças reemergentes no Brasil.