O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 11/05/2020

No ano de 1919, logo após a Primeira Guerra, se desenvolveu no mundo uma das mais terríveis pandemias de toda a história. Esse mal foi causado por um vírus de nome científico H1N1 e gerou na população da época mais perdas e danos que a angustiante guerra. Do mesmo modo, quando se observa a realidade contemporânea, verifica-se que o aparecimento de doenças antes erradicadas no Brasil esta diretamente relacionada a falta de atuação do Estado junto ao baixo conhecimento das pessoas sobre o tema. Diante dessa perceptiva, deve se avaliar os fatores que favorecem esse quadro, de modo a garantir os meios para solucioná-lo.

Precipuamente, é fulcral pontuar que o renascer de enfermidades, já erradicadas, deriva da baixa atuação dos setores governamentais. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar dos habitantes, entretanto, isso não ocorre no Brasil, devido à falta de atuação das autoridades, em controlar o ressurgimento de moléstias, que acaba por ocasionar medo e morte na população. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar o desconhecimento dos riscos da não vacinação por parte dos indivíduos como promotor do problema. Consoante o sociólogo alemão Dahrendorf, no livro “A lei e a Ordem”, a anomia é uma condição social em que as normas reguladoras do comportamento das pessoas perderam a sua validade. De forma similar a esse pensamento, nota-se que por conta dessa falta de conhecimento, o meio social encontra-se em estado de anomia, haja vista que a ausência de discernimento sobre o tema influência o desenvolvimento e aceitação de movimentos antivacina. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, uma vez que a incompreensão dos riscos sobre a não vacinação contribui para a perpetuação desse quadro.

Em suma, faz-se imprescindível a tomada de medidas atenuantes ao entrave abordado. Destarte, com o intuito de mitigar o problema, necessita-se de que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Saúde, será revertido na realização de campanhas publicitárias e palestras em escolas e universidades. Através de entrevistas com especialistas em saúde pública, tendo como foco a importância de realizar medidas profiláticas e da vacinação no controle e combate de doenças. Tais debates devem ser fornecidos ao público por meio da mídia e das redes sociais, com o intuito de sanar eventuais dúvidas e trazer mais lucidez sobre o assunto.