O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 24/05/2020

Poliometlite. Sarampo. Rubéola. Todas essas doenças possuem em comum o fato de terem sido enrradicadas no Brasil. Entretanto, recentemente, enfermidades como essas têm voltado a aparecer, o que é um retrocesso e uma preocupação. Isso se deve, em grande parte, ao fato de muitos pais se recusarem a vacinar seus filhos, em decorrência, principalmente, da falta de informações. Tal negligência, além de incostitucional, oferece riscos não só para o gênito, mas também para os que estão a sua volta. Dessa forma, medidas devem ser tomadas para que esse tipo de atitude não ocorra.

A princípio, é necessário expor como a carência informativa impacta no reaparecimento de doenças antigas. No mundo globalizado em que se vive, as informações ganham uma proporção gigantesca e, dessa forma, caso essas sejam falsas, as chamadas “fake news”, influenciam negativamente inúmeras pessoas. Muitos indivúdos recebem notícias fraudulentas alegando que as vacinas sejam nocivas e acabam privando seus filhos da imunização, impedindo-os de terem o direito constitucional à saúde. Tal situação se assemelha à época da baixa Idade Média, em que se tinha uma concepção equivocada da peste negra (punição divina), e, sendo assim, devido a um tratamento inadequado, mais da metade da Europa sucumbiu à patologia.

Ademais, cabe aqui enfatizar os perigos de tal irresponsabilidade. Esse movimento anti-vacina acaba por deixar sua vítima vulnerável à inúmeras doenças, as quais seriam facilmente prevenidas por intermédio de vacinas. E, em decorrência de uma possivel contaminação, pode ocorrer a transmissão para pessoas com imunidade baixa ou que não possuam anticorpos para tal enfermidade. Isso pode se alastrar com risco de gerar uma epidemia de um mal que já foi erradicado, e, por conseguinte, ocasionar numerosas mortes.

Evidencia-se, portanto, que as vacinas são importantes para que não haja o resurgimento de enfermidades erradicadas. Para impedir que isso aconteça, cabe ao Ministério da Saúde, em conjuto com a mídia, por meio de propagandas, informar à população tanto a importância da vacinação quanto a necessidade de não compartilhar notícias, as quais não possuam confirmação dos orgãos de saúde. Dessa forma, essas doenças não assolarão mais o povo brasileiro e o país será capaz de honrar a frase em sua bandeira, “ordem e progresso”.