O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 01/06/2020

Durante a República Oligárquica, houve uma epidemia de varíola na cidade do Rio de Janeiro e, para erradicar tal mazela, a vacinação obrigatória foi decretada para toda a sociedade. Entretanto, nos dias atuais, a reemergência de várias doenças ocorre em função de diversos fatores, como a diminuição da imunização entre os brasileiros e a ampliação da resistência de micro-organismos. Logo, medidas são necessárias para reverter essa problemática.

Em primeira análise, é importante ressaltar que a não imunização colabora para o reaparecimento de diversas patologias. Nesse sentido, durante a eclosão da Segunda Guerra Mundial, a penicilina foi utilizada para fins terapêuticos e, dado isso, os estudos sobre vacinação se tornaram mais abrangentes. Contudo, embora possua tamanha importância para a extinção de numerosas mazelas, atualmente, o índice de aplicação desses compostos decresce exponencialmente graças à desinformação. Tal situação, somada ao curto período das campanhas de vacinação, promove a ampliação da transmissão de inúmeras doenças, visto que, quanto menos pessoas forem imunizadas, maior será a incidência de determinada enfermidade.

Ademais, vale destacar que as mutações ocorridas entre micro-organismos colabora para a recidiva de muitas mazelas. À vista disso, o biólogo Charles Darwin conceituou o mecanismo de seleção artificial, no qual retrata os efeitos resultantes das ações antrópicas em organismos. Dessa maneira, é perceptível que a má aplicação de fármacos durante a recuperação contra viroses e bacterioses acarreta o fortalecimento desses micróbios. Isso se deve graças ao progresso dessas espécies no decorrer do uso indevido de remédios, uma vez que isso contribui para a perpetuação de uma nova doença. Assim, enquanto visam se curar de alguma patologia, o indivíduo atua como fator seletivo e, por isso, transmite doenças que, até então, não possuem destaque durante o diagnóstico médico.

Portanto, compete ao Programa Nacional de Imunização promover a melhoria dos sistemas de vacinações no país, por meio do aumento do período de aplicações de vacinas e de plantões que visem sanar todas as dúvidas expostas pelos pacientes. Posto isso, será possível ampliar o número de pessoas imunizadas e, então, haverá a redução da incidência de patologias reemergentes. Além disso, cabe ao Ministério da Saúde conter a transmissão de micróbios prejudiciais ao bem-estar, a partir de investimentos voltados para a criação de meios que visem acelerar os setores biotecnológicos. Dessa forma, será plausível a otimização da análise de doenças inéditas e, assim, ocasionará a ruptura da evolução dessas mazelas. Feito isso, haverá a quebra da recidiva de doenças erradicadas no Brasil.