O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 07/06/2020
A criação da vacina foi o ponto de inflexão para a medicina preventiva. No Brasil, a imunização é feita gratuitamente e em massa, pelo Sistema Único de Saúde. Entretanto, nos últimos anos identifica-se o surgimento mundial de um grupo “antivacina”. Logo, juntamente a outros fatores, como a mudança climática, essa comunidade torna-se responsável pela volta de doenças já erradicadas, como o sarampo.
Em primeira análise, percebe-se que, devido ao avanço desenfreado do sistema capitalista, hoje acontece uma alteração drástica do clima. O derretimento de calotas polares, o aumento do nível dos mares e a elevação da temperatura são evidências disso. Ademais, com a expansão da globalização e, consequentemente, o aumento de viagens internacionais, o contato entre pessoas acentua-se, tornando a transmissão de males muito mais veloz. Em razão desses fatores, patologias antigas estão ressurgindo e as novas mutam-se rapidamente.
Em segunda análise, observa-se a aparição de um movimento contra a imunização. Apesar de não ter tanta força em território nacional quanto no resto do mundo, ele é responsável pela diminuição do percentual de vacinação nas últimas décadas. As famílias adeptas abrem mão das injeções, o que fere a imunização coletiva e cria um ambiente favorável a eclosão de novas epidemias. Assim, vê-se frequentemente novos casos de sarampo, rubéola e coqueluche que poderiam ter sido evitados se houvesse maior adesão às vacinas.
Portanto, é possível perceber que diversos fatores inerentes a modernidade são responsáveis pelo reaparecimento de doenças já erradicadas no país. Porém, é necessário que o Ministério da Saúde, responsável pelo SUS, intensifique as campanhas de vacinação. Isso deve ser feito por meio de uma maior difusão de propagandas, que expliquem a importância da imunização, afim de que a população seja conscientizada e protegida, para que o risco de novas epidemias seja minimizado.