O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 20/06/2020
No início do século XIV, o Brasil passava por uma das rebeliões mais marcantes de sua história, a revolta da vacina, em que populares recusavam tomar vacinas, os quais alegavam que era uma forma do governo os matar, em consequência, isso levou a morte de boa parte da população por doenças fáceis de serem tratadas. Trazendo para o contexto atual, doenças já erradicadas têm voltado à tona, dessa vez não pela negligencia da população, mas, principalmente, pela falta de saneamento básico presente nas áreas precárias e devido aos programas de vacinação pouco eficazes nesses locais. Desse modo, a sociedade depara-se com meios para combater a precariedade das pessoas com menor poder financeiro e a má administração da saúde na sociedade.
De início, é inegável que a situação precária em que vivem as pessoas mais pobres influencia diretamente o retorno de doenças já combatidas. Nesse sentido, segundo pesquisa realizada pelo portal de notícias da Globo, cerca de 20% da população não tem acesso a água tratada, com destaque aos locais periféricos. Sob tal ótica, percebe-se a grande necessidade em que vive o país, principalmente, em regiões mais carentes, as quais em sua maioria não têm acesso à água potável, visto que esses lugares sofrem um grande descaso e são desprezados pelos governantes. Por conseguinte, essa debilidade leva o retorno de doenças como hepatite A, giardíase, cólera, leptospirose, além do agravamento de epidemias tais como a dengue.
Outrossim, a falta de um programa efetivo de vacinação tem sido um dos principais motivadores do retorno das enfermidades. Nesse contexto, segundo dados divulgados em 2016 pelo Ministério da Saúde, o Brasil possui somente 5 campanhas de vacinação, que são elas contra a poliomielite, varíola, sarampo, rubéola e programa de vacinação pra terceira idade,enquanto países desenvolvidos como Inglaterra e Alemanha apresentam de 7 a 10, que abrangem outras faixa etárias de idade e também apresenta combate à vírus e agentes infecciosos. Essa realidade torna-se evidente, já que há um baixo investimento dos órgãos governamentais na área da saúde em conseqüência da má administração dos recursos públicos. Dessa maneira, contribui-se para a perpetuação desse tipo de ação negativa na sociedade brasileira.
Por tudo isso, para que haja uma redução da volta dessas doenças, é imprescindível esforço coletivo entre as comunidades e o Estado. Em seguida, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com o Governo Federal, incorporar fiscalizadores nas áreas carentes com objetivo de sanar o problema da falta de saneamento básico e também reforçar os Direitos Humanos assegurado na Consituição através de verbas governamentais e campanhas socias, mediante campanhas educacionais em jornais .erevistas, com o intuito de promover a igualdade de gêneros raciais. Por fim, alcançando menores taxas de propagação dessas doenças e melhorando de fato a saúde do país.