O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 30/06/2020
A Revolta da Vacina, em 1904, foi uma reação social contrária a vacinação obrigatória devido a desinformação das vantagens que aquela proporcionava. Em contrapartida, já no século XXI, apesar do entendimento coletivo frente aos benefícios da cobertura vacinal, há a indiferença quanto á saúde preventiva que, por consequência, culmina o reparecimento de doenças erradicadas no Brasil. Assim, entende-se que a a ascensão do movimento antivacina bem como a negligencia governamental são fatores que contribuem para o aumento de casos de doenças outrora erradicadas.
Em primeiro plano, a adesão de muitos brasileiros ao movimento antivacinação colabora para o reaparecimento de doenças erradicadas. Isso porque, de forma errônea e com base cientifica deturpada, os cidadãos adeptos ao movimento antivacinação propagam que a a imunização vacinal não é efetiva - fato que corrobora a vulnerabilidade social frente ás doenças que podem ser prevenidas com o uso daquela. Prova disso é o relatório da OMS, divulgado em 2019, que aponta o movimento antivacina como um dos fatores que colocam a saúde em risco. Dessa forma, é nítido que o envolvimento das pessoas - sobretudo dos brasileiros - com ideais retrógrados contribui para o reaparecimento de doenças já erradicadas.
Em segundo plano, a negligência governamental frente á distribuição de vacinas influencia, de modo negativo, no combate ás doenças que têm prevenção a partir da imunização. Esse descaso tem origem da indiferença de muitos gestores de postos de saúde que não priorizam a distribuição das vacinas. Isso vai em direção oposta ao artigo 196, da Carta Magna, o qual confere ao Estado - a partir dos gestores - o dever de assegurar a saúde em território brasileiro, fato que inclui distribuição efetiva da cobertura vacinal. Por isso, a negligencia estatal frente á principal forma de combate ás doenças que são prevenidas com as vacinas interfere para o aumento de casos de doenças erradicadas no país.
Portanto, devido ao reaparecimento de doenças outrora erradicadas no território tupiniquim, urgem medidas para amenizar os impactos daquele. Para tanto, cabe ás escolas - as quais têm a responsabilidade de incentivar o pensamento com bases cientificas- relatar, a partir de aulas interativas com infográficos, as contradições teóricas do movimento antivacina, a fim de demonstrar a importância das vacinas no combate ás doenças que têm prevenção por meio dessas. Por fim, é preciso que as associações de bairros cobrem dos gestores municipais da saúde, a partir de manifestações públicas, a distribuição correta de vacinas, com o objetivo de assegurar os direitos previstos por lei e, por conseguinte, amenizar o reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil.