O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 10/07/2020
No Rio de Janeiro, em 1904, houve a Revolta da Vacina, da qual seus adeptos recusavam-se a receber a imunização da varíola, fazendo com que os casos da doença aumentassem demasiadamente. Tal pensamento faz-se vigente no Brasil, uma vez que o número de pessoas vacinadas vem caindo de forma gradativa. Além disso, condições precárias de vida, possibilitam também a volta de doenças consideradas erradicadas do país.
Em primeiro lugar, nota-se que a cobertura vacinal do país está em queda. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 6,5 milhões de crianças deixaram de ser vacinadas no Brasil em 2019. Tal justificativa deve-se ao aumento de adeptos ao movimento anti-vacinação, os quais acreditam fielmente que a imunização na realidade provoca malefícios à saúde. Dessa forma, doenças erradicadas voltam a aparecer, como o Sarampo, que teve um aumento expressivo de casos.
Por conseguinte, cabe mencionar as condições precárias de vida presentes na população, como a falta de saneamento básico e péssimos hábitos de higiene pessoal, que facilitam a proliferação de doenças. Ademais, a crescente falta de informação tornou-se um problema, uma vez que pensamentos retrógrados, como crer que erradicação significa inexistência total, entrou no senso comum. Assim, o pensamento de George Santayana sobre aqueles que não conseguem lembrar do passado estarem condenados a repeti-lo, é válido para o atual momento.
Portanto, é notório que a queda da cobertura vacinal atrelada as condições precárias de vida, são um problema para o Brasil. Dessa forma, cabe ao Ministério da Saúde, promover campanhas de vacinação mais eficientes, que atinjam as áreas mais carentes do país, por meio de veículos de comunicação alternativos, como panfletos e carros de som. Além disso, governos estaduais e municipais devem investir na melhora do saneamento básico, por meio de obras públicas. Assim, o direito de saúde, garantido pela Constituição Federal, será mantido.