O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 02/08/2020

A Constituição Cidadã, em seu artigo 196, prevê a saúde como direito de todos e dever do Estado, logo, em 1998, durante o Governo de Fernando Henrique, o Sistema Único de Saúde (SUS) foi criado. Esse programa representa um avanço, uma vez que oferece mecanismos para o acesso a essa prerrogativa, mas ela está ameaçada devido à volta de doenças erradicadas, como sarampo , o que se configura em um regresso. Por assim ser, é importante analisar a evolução dessas patologias no Brasil, bem como os movimentos antivacinas que contribuem para o agravamento dessa problemática.

A princípio, em 1500, ano da chegada dos portugueses à “nação verde-amarela”, houve a morte de inúmeros povos indígenas, pois esses indivíduos encontrados não continham “barreiras biológicas " para patologias, como a rubéola, transmitidas por esses europeus. Nesse contexto, destaca-se o conceito meio técnico-científico-informacional, criado pelo geógrafo Milton Santos, o qual expressa mudanças geradas no mundo em resposta ao conhecimento.Nessa conjuntura, de acordo com o médico Drauzio Varella, 50% das crianças faleciam pela ausência da imunização contra doenças, como a caxumba. Apesar do combate a esse cenário, conforme a matéria divulgada pelo jornal “O tempo” no ano 2019, há um grande número de casos de sarampo em Minas Gerais, ressaltando-se Belo Horizonte

Outrossim, desde o início do século XIX, a pouca compreensão sobre a saúde é motivo de grande dificuldade para o Estado, a exemplo da Revolta da Vacina surgida no Rio de Janeiro em consequência da sua imposição idealizada por Oswaldo da Cruz, sanitarista. Nesse viés, as “fake news” são como as bactérias estudadas na Biologia, pois se multiplicam rapidamente , ainda, interferem no comportamento humano. Para ilustrar, em 1998, o médico britânico Andrew Wakefild afirmou que a imunização pela tríplece viral , a qual protege de doenças, como a rubéola, estaria relacionada à microcefalia. Todavia, ele criou uma substância alternativa, o que questiona esse saber, dessa maneira, essas desinformações contribuem para o aumento de adeptos de movimentos contrários a esse avanço e acarreta no reaparecimento de doenças, visto que despertam medo na população.

Portanto, a volta de doenças erradicas deve ser subtraída no “país tupinanquim”, considerando a evolução delas, bem como a existência de indivíduos intitulados antivacinas. Assim, cabe ao Ministério da Saúde, coordenado por Eduardo Pazuello, promover a divulgação de conhecimentos sobre as práticas de imunização, o que ocorrerá por meio da promoção da ida de médicos ás escolas, onde explicaram o seu funcionamento, como também os efeitos dessas substâncias. Essa medida objetiva diminuir a influência das “fake news” na sociedade, antes que elas continuem ameaçando a saúde, prevista pelo artigo 196 da Constituição Cidadã.