O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 13/08/2020
Nos últimos cinco anos surgiram notícias que deixaram todo o mundo abalado. A chamada peste bubônica, doença do século XIV que matou mais de um terço da população europeia, havia retornado, por exemplo, no Brasil, China e Estados Unidos da América (EUA), países os quais consideravam a doença como erradicada. Esses fatos abriram os olhares para casos de outras enfermidades que vem ressurgindo no país. Isso, graças a grande desinformação popular e o descaso governamental.
A priori destaca-se, como causa para o problema em questão, a falta de conhecimento popular. Um exemplo secular foi a chamada Revolta da Vacina, onde o povo, acreditando em alegações falsas sobre os malefícios da vacina, foi ás ruas do Rio de Janeiro em 1904, protestar contra a campanha de obrigatoriedade da vacinação. Apesar do tempo decorrido, hoje esse fato é refletido em novos movimentos como o antivacinas. Adultos, incluindo pais e responsáveis, negam a si e a seus filhos o direito a tal medida preventiva por afirmarem, sem domínio, sobre consequências nocivas à saúde. Devido a isso em 2016 apenas 85% da população brasileira foi vacinada, sendo o esperado anualmente 95%, dessa forma elevando a proliferação dessas doenças.
Em conjunto, outro grande fator é a constante negligência do governo para com a saúde pública. Como exemplificação tem-se a falta de saneamento básico em grande parte do território, principalmente em áreas carentes. De acordo com uma pesquisa publicada pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), em 2016 foi indicado que mais de 51,9% da população nacional não tem acesso à coleta de esgoto. Esse acontecimento auxilia a encimar o quantitativo de doenças graças a grande quantidade de micoorganismos e vetores que se encontram nesses tipos de canais.
A partir desses argumentos, conclui-se que o Ministério da Saúde (MS) unido ao Ministério da Educação devem investir em palestras gratuitas, em particular para responsáveis e parentes, com o objetivo de de informar as verdades e mentiras sobre as profilaxias desenvolvidas para melhores decisões futuras. E o MS deve iniciar um maior investimento de capital nas redes e sistemas de saúde pública,, como o saneamento básico, com o propósito de evitar a elevação essas propagações desses distúrbios.