O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 04/08/2020

Sêneca, pensador do Império Romano, acreditava que apenas as percepções das pessoas sobre o meio eram responsáveis por alterar o estado de tranquilidade mental da sociedade. Posto isso, contesta-se a notoriedade populacional diante da negligência dada ao ressurgimento de enfermidades já extintas. Com efeito, reestruturações educacionais e governamentais são medidas impostas como necessárias para que o reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil não seja efetivado.

Inicialmente, é válido ressaltar o combate da ignorância pela educação. De acordo com Kant, filósofo prussiano, em “O que é esclarecimento?”, a humanidade está caminhando para o esclarecimento, ou seja, para o progresso. Contudo, constata-se que a educação é mantida em um sistema retrógrado há séculos, tornando, assim, o meio anacrônico. Afinal, com a Revolução Industrial e a modernização dos costumes, a partir das relações trabalhistas, por exemplo, o modo de vida da sociedade revelou mudanças que as instituições educacionais não foram capazes de acompanhar. É possível assertar o supracitado, a partir da repetição de situações já ocorridas, como a “Revolta da Vacina” no século XX, produto da recusa dos cidadãos à proteção da saúde, a qual repete-se no mundo hodierno por intermédio de indivíduos que não acreditam na potencialidade do tratamento. Por isso, reforça-se o papel da educação no incentivo ao progresso das relações sociais harmônicas com interligação do conhecimento técnico à prática.

Outrossim, é imprescindível mencionar o alcance da visibilidade promovida pelo Estado ao reaparecimento de enfermidades erradicadas. Segundo o “El Pais”, portal de notícias, cerca de 1% da população brasileira detém mais de 30% da economia nacional. Tal fato, infelizmente, apresenta, de modo amplo, a desigualdade vigente no país, visto que a pobreza extrema não é utópica e, logo, as necessidades básicas, como moradia, não são adquiridas por muitos cidadãos. Dessa forma, indaga-se como a informação de atenção à saúde atingirá a esse grupo marginalizado da nação, o qual tenta, pelo menos, ter alimento para sobreviver. Assim, constata-se a alienação promovida pelo Governo, o qual não só acredita, mas também promove a imagem de sucesso à provocação midiática na televisão.

Portanto, evidencia-se que condutas são importantes para as doenças erradicadas, em âmbito nacional, não reapareçam. Por conseguinte, o Governo Federal deve, por meio de uma reunião com os governadores estaduais, promover uma análise da quantidade de pessoas “sem-teto” nas regiões, a fim de inserir à essa comunidade condições básicas de vivência teoricamente valorizadas na Constituição Federal promulgada em 1988. A partir, por exemplo, do envio de profissionais da saúde, de modo periódico, a tais espaços para examinar a higiene e garantir a não proliferação de doenças infectocontagiosas. Por fim, espera-se que a saúde da nação fique fora do estado de alerta.