O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 15/08/2020
Segundo Renato Kfouri,diretor da Sociedade Brasileira de Imunização (SBIm), depois da água potável,nenhuma outra ação em saúde pública teve tanto impacto em redução de mortalidade infantil e aumento da expectativa de vida como as vacinações tiveram.De fato,o poder de proteção de doenças através de vacinas em larga escala são responsáveis pela melhoria da saúde,e,é uma importante conquista da humanidade que permitiu a redução de casos de paralisia infantil,a eliminação da rubéola,o desaparecimento da varíola.Entretanto,a eliminação de enfermidade erradicadas tal qual o sarampo,por exemplo,criou aos brasileiros a sensação de que não é preciso vacinar,resultando na diminuição da cobertura vacinal da mesma no país. A princípio, vacinar é produzir artificialmente um controle contra mazelas infecto-contagiosas.Então, uma pessoa vacinada impede a continuação de uma patologia no meio social em que vive.Diante disso, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza gratuitamente 19 vacinas que integram o Calendário Nacional de Vacinação , protegendo a população de moléstias imunopreveníveis. Todavia,o Brasil tinha taxas de vacinação muito efetivas até uns 10 anos traz ;atualmente,esses números começaram a decair e criaram grupos de pessoas não imunizadas .Consoante o Ministério da Saúde , o registro de baixas coberturas vacinais permitiram o aparecimento de patologias que já estavam eliminadas no território brasileiro e,isso se deve a falta de atenção dos cidadãos às doenças que não são frequentes em seu cotidiano e a disseminação de informações falsas que visam colocar em xeque a eficácia dos imunizantes. Em segundo lugar, em conformidade com o Centro de Controle e Prevenção de doenças (CDC), o movimento antivacinação que se espalhou pela ‘internet’ e ganhou adeptos no mundo todo,provoca o retorno de anomalias já erradicadas como o sarampo, associadas a países onde grande parte da população não tem acesso à vacinação e cuidados médicos,que surgem em nações desenvolvidas. De acordo com a revista UOL,esse movimento surgiu após um estudo fraudulento publicado na revista Lancet(periódico sobre saúde) em 1998, no qual a vacina tríplice viral que protege contra sarampo , rubéola e caxumba, é associada ao aumento do número de crianças autistas. Diante disso são necessárias medidas para evitar a propagação de doenças já enraizadas.Urge,portanto, que o Ministério da Saúde,por meio de verbas governamentais, organize campanhas informativas sobre vacinação em instituições de ensino e em veículos de informação em massa, como TV,rádio e ‘internet’,a fim de mostrar sua importância ao maior número de pessoas possíveis e conscientizar a população sobre os sintomas ,formas de contágio e a importância de se prevenir com a finalidade de fazer com que as pessoas tomem ciência das mazelas existente na atualidade. Afinal,de acordo com o ativista Martin Luther King Jr., toda hora é hora de fazer o é certo.