O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 01/08/2020
Saúde.Um termo que explicita o direito do cidadão brasileiro que lhe é conferido pela Constituição, 1988, todavia, hodiernamente, com a falta de informação através dos meios de comunicação sobre os cuidados e ausência de irresponsabilidade dos órgãos públicos para conferir infraestrutura e vacinação à população, ocorre a ascensão na questão do reaparecimento de doenças—antes erradicadas—que ainda incidem mortalidades que poderiam ser prevenidas.Sendo assim, é de suma importância a criação de caminhos que irão coibir o avanço dos males que infringem o direito do cidadão brasileiro.
Nesse contexto, o reaparecimento de doenças antes erradicadas torna visível a necessidade de informar à população sobre os riscos e cuidados que a vacinação previne. Dessa forma, a informação é de suma relevância para a conscientização das campanhas de vacinação, pois, embasado pela frase de Confúcio, “Se queres prever o futuro, estuda o passado”, o passado no Brasil ratificou a necessidade da informação que era segregada, ocasionando, no Século XX, a Revolta da Vacina, onde o projeto de erradicação da Varíola não foi acompanhado da conscientização à população do Rio de Janeiro. Sendo assim, a necessidade da conscientização das mídias e enfoque do ensino escolar para a mobilização diante do combate dessas doenças é imprescindível.
Outrossim, o combate às doenças que vêm a reaparecer, na sociedade hodierna, implica nos desafios que corroboram para a não erradicação, como a carência de infraestrutura sanitária, no Brasil, e perpetuação de ideias por grupos anti-vacinas, que retardam a eliminação desse infortúnio à crianças e adultos.Segundo o ECA, no artigo 14 da Carta Magna, é exigido a vacinação das crianças pelos órgãos públicos e de jurisdição dos ajuizados pelos mesmos, pois, a defesa imunológica se inicia na infância, mas o ressurgir de contaminados por doenças erradicadas previamente, como Varíola e Poliomielite, os direito à saúde e à vida do menor não é vultoso diante da ausência que é imperativa do Estado.
Por fim, é imperioso o combate na erradicação das doenças que infringem o direito à saúde e vida dos menores e adultos.Portanto, o Estado, com o auxílio das Mídias e por intermédio do Ministério da Saúde, deve conscientizar sobre o risco do reaparecimento das doenças, implicando na prevenção com a vacinação, por meio de campanhas sobre os riscos de não se vacinar e a necessidade dela , a fim de coibir a ascensão dessas doenças.Além disso, é vital a participação do Estado para a ampliação infraestrutural de regiões que estatisticamente apresentam elevados índices de contaminação, por meio da fiscalização de secretarias de saúde das cidades e estudo sobre as causas de infectados, para que haja o envolvimento do público na solução devida.Tudo isso para que o brasileiro entenda que os órgãos públicos buscam a empregabilidade dos direitos dos cidadãos frente aos males que a corrói.