O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 01/08/2020

Em 1904 o Brasil começou campanhas de vacinação, na mesma época ocorreu a Revolta da Vacina no Rio de Janeiro, revolta a qual as pessoas se abstinham da vacinação contra a varíola, pois não acreditavam que a mesma seria benéfica. Analogamente, é o cenário atual do Brasil, uma pesquisa feita pela Universidade de São Leopaldo Mandic, aponta que 40% dos pais não confiam no método de vacinação, grande parte dessa porcentagem são de pessoas carentes, muitas vezes isso se dá por falta de informação. Por consequência, doenças erradicadas voltam a ser frequentes na população.

Primordialmente, em 2020, São Paulo obteve 246 casos e 1 morte de Sarampo, doença a qual o SUS disponibiliza vacinas que até então é o recurso mais eficaz contra o vírus. Todavia, há indivíduos que não confiam no meio de vacinação, deste modo não atualizam a caderneta de vacinação dos seus filhos, os quais contraem a doença. Por conseguinte, enfermidades que eram controladas tendem a voltar e coloca em risco a população, um exemplo dela é o Sarampo.

Ademais, a falta de informação é um fato presente na sociedade, pois este foi um dos motivos na Revolta da Vacina. Outrossim, na contemporaneidade, é evidente a volta de doenças que já tinham sido eliminadas. Portanto, a ausência de conhecimento, principalmente na população mais pobre, desprivilegia cidadãos que tendem a não participarem das campanhas de vacinação.

Em vista do exposto, é de imprescindível a tomada de medidas para o entrave mencionado. Por isso concerne ao Estado, mediante os Ministérios da Saúde e Tecnologia, promover campanhas com intuito de informar e persuadir os indivíduos sobre os benefícios e malefícios da vacinação para a prevenção de doenças virais, de forma que as comunidades mais pobres tenham acesso à essas informações. Por fim, a sociedade ficará ciente de que a falta da vacinação podem trazer enfermidades ou até levar a morte. Logo, haverá a resolução para a problemática, e o cenário atual brasileiro não terá mais ligação com a  Revolta da Vacina.