O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 14/08/2020
A Constituição Federal de 1988, diz que o Estado deve garantir aos cidadãos o direto a saúde. No entanto, essa não é a realidade no Brasil, já que de tempos em tempos, há o reaparecimento de doenças, como por exemplo, o sarampo, rubéola, entre outras consideradas erradicadas no país. Esse problema deve-se tanto a negligência social quanto a precariedade estrutural no setor da saúde.
A Revolta da Vacina ocorrida no Rio de Janeiro em 1904, aconteceu em razão de grande parte da população na época não possuir entendimento da importância da vacinação, o que gerou um cenário de rebelião. Hoje, em 2020 ainda existe uma parte da população que não acredita na eficacia da vacina, seja por medo, razões religiosas ou por acreditar que as vacinas podem sobrecarregar o sistema imunológico, o que de fato, pode-se afirmar como negligência social.
Além disso, precisa ser destacado a precariedade na saúde pública. Segundo o Instituto Trata Brasil 48% da população não tem acesso ao serviço de recolhimento de esgoto, a falta de um dos pilares do saneamento básico pode deixar a população mais vulnerável a doenças, como a dengue. Por outro lado, também existe a precariedade do SUS em algumas regiões, principalmente naquelas mais isoladas dos grandes centros urbanos. Nesse contexto, as famílias mais carentes não encontram vacinas em suas regiões e também não possuem condições de se deslocar para outros locais onde há vacina disponível. Assim, podendo causar o retorno de doenças.
Portanto, necessita-se que o Ministério da Saúde invista na intensificação da imunização em regiões mais isoladas. Também é importante que haja mais fiscalizações e tratamento em locais propícios a proliferação de doenças, para promover melhores condições de saneamento básico para a população. Por fim, o Ministério da Saúde junto ao Ministério da Educação deve criar campanhas por meio de mídias, como a televisão, internet e rádio sobre a importância da conscientização de se vacinar, para que não ocorra movimentos anti-vacinação. Todo esforço só terá sentido se houver entendimento das pessoas sobre a necessidade de cuidar da própria saúde e a do próximo.