O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 01/08/2020
A “Revolta da Vacina”, que aconteceu no Rio de janeiro em 1904, marca a tentativa de modernização, higienização e sanitização das pessoas, através da vacina. Hodiernamente, o país tem sido acometido por enfermidades que eram consideradas eliminadas definitivamente, por conta de dois fatores: falta de saneamento básico em áreas carentes, que, como consequência, causa o reaparecimento de doenças consideradas erradicadas no Brasil.
Mormente, o déficit de asseamento essencial contribui de maneira extremamente significativa para o retorno das mazelas que eram consideradas estioladas por completo. Nesse sentido, no livro “O Cortiço”, do escritor Aluísio Azevedo, são retratadas diversas casas próximas umas das outras, sem a mínima sanidade sanitária. Paralelamente, segundo o IBGE, menos de 40% da população do norte e do nordeste tem saneamento básico. Logo, diante da obra e do dado supracitado, nota-se que os moradores de zonas periféricas são os mais vulneráveis para serem contaminados, devido condições ambientais precárias, assim, o cenário atual mostra-se dantesco e cruel com os mais pobres.
Por conseguinte, presencia-se um aumento exponencial no índice de casos de doenças que eram tidas como erradicadas no país. Sob tal ótica, de acordo com a OMS, entre janeiro e maio de 2020, foram registrados 995 casos de sarampo no Brasil, todos na região norte. Ademais, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 55, colabora para a existência do número citado anteriormente, pois ela limita o teto de gastos públicos, ato que inviabiliza que o Estado chegue em regiões carentes, devido sua limitação de recursos. Com isso, torna-se notório que algo deve ser feito para que novas enfermidades não retornem, o combate irá acarretar em um novo desaparecimento das que voltaram e inibir o reaparecimento de antigas mazelas.
Em síntese, é mister, para que, não aconteça a volta de doenças eliminadas do Brasil que medidas urgentes sejam tomadas. Para que a população tenha consciência da problemática, urge que o Ministério da Saúde faça campanhas de vacinação em todo o país, por meio de patrocínio estatal, principalmente em áreas carentes, que tem pouco saneamento básico e grande quantidade de pessoas infectadas por alguma enfermidade, pois os moradores dessas regiões estarão mais suscetíveis para serem contaminados por alguma doença. Somente assim, o quadro atual será modificado, evitando que aconteça outra “Revolta da Vacina” no século XXI.